Lugares para ensinar e aprender com refugiados em São Paulo
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Foto: Reprodução/Facebook BibliASPA
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Lugares para ensinar e aprender com refugiados em São Paulo

Kaluan Bernardo em 23 de janeiro de 2017

Desde a Segunda Guerra Mundial o mundo nunca teve tantos refugiados. A ONU diz que são mais de 65 milhões. Uma a cada 113 pessoas não têm mais um país para chamar de casa, mas estão procurando lugares onde possam recomeçar sua vida. E o Brasil é um desses países.

Segundo a Acnur, a agência da ONU para refugiados, o Brasil tem mais de 8,8 mil refugiados reconhecidos de 79 nacionalidades (sendo que 28,2% são mulheres). O número cresceu 2.868% entre 2010 e 2015. A maioria deles são da Síria (2.298), Angola (1.420), Colômbia (1,100), República Democrática do Congo (968) e Palestina (376)

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Aqui há o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), um órgão interministerial presidido pelo Ministério da Justiça que formula políticas para os refugiados no país, garantindo documentos básicos, incluindo o de identificação e o de trabalho.

Muitos desses refugiados vêm para São Paulo, terra que não só é conhecida pela sua alta densidade populacional e grande atividade econômica, mas como também pelo seu alto número de imigrantes.

Em São Paulo muitos dos imigrantes batalham para poder levar uma vida digna. Felizmente, há algumas iniciativas não governamentais que dão espaço para eles não só ganharem seu sustento como também compartilharem sua cultura conosco.

Onde aprender e ensinar com os refugiados

Jantar dos refugiados

O Fatiado Discos e Cervejas Especiais, no bairro do Sumaré, se uniu à Ocupação Leila Khaled, que reúne sírios e palestinos no centro de São Paulo e ofereceu sua cozinha para que eles mostrassem sua cultura gastronômica. O projeto nasceu em outubro de 2015 e, desde então, tem agitado a loja todas as terças-feiras, a partir das 18h. Todo o dinheiro arrecadado fica com os cozinheiros refugiados.

Curso de línguas

A Atados, plataforma social de voluntariado, em parceria com a Adus (Instituto de Reintegração do Refugiado), criou um curso de idiomas na qual os professores são os próprios refugiados. Já foram mais de 300 alunos que, além de aprenderem a língua, também participam de uma troca cultural bastante intensa.

Nos cursos eles ensinam árabe, espanhol ou francês na organização que recebeu o nome de Abraço Cultural. Para ver os próximos curso, duração e preço, basta ficar de olho no site.

BibliAspa

ONG que trabalha há 13 anos com a cultura árabe também abraça refugiados em São Paulo. Eles têm uma biblioteca voltada à cultura árabe e oferece aulas gratuitas de língua portuguesa e cultura brasileira para os refugiados que, em troca, ministram seus cursos de línguas e compartilham seus conhecimentos culturais. Tudo isso acontece em uma simpática casa na Santa Cecília.

Restaurante Al Janiah

O restaurante levas o nome de um vilarejo que faz parte dos Territórios Palestinos Ocupados, no centro da Cisjordânia, e se propõe a ser um espaço cultural palestino no centro de São Paulo. Além da comida árabe feita por três refugiados, eles atuam como ponto de encontro para debates, reflexões, festas e shows.

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