Startup indiana quer que você alugue seus móveis
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Foto: Istock/Getty Images
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Na Índia, startup investe na economia compartilhada e aluga móveis

Kaluan Bernardo em 5 de janeiro de 2017

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E se em vez de comprar móveis, você pudesse aluga-los por tempo determinado? Essa é a proposta da Furlenco, uma startup de Bangalore, cidade no sul da Índia.

Foto: Istock/Getty Images

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A empresa desenha, cria e monta seus próprios móveis e alugam para seus clientes, que podem pegar diversos pacotes para quartos, salas e cozinhas, por exemplo. Segundo o site Entrepreneur, os preços variam de aproximadamente 2 mil a 7 mil rúpias indianas (o equivalente a algo entre R$ 97 e R$ 340 na cotação atual). Por enquanto eles funcionam só em Bangalore, Mumbai e Pune.

Todos os móveis são montados e entregues em sua casa por uma equipe da startup em apenas 72 horas. Além disso, é possível pegar mais itens e ir fazendo um “upgrade” de sua mobília aos poucos.

É claro que, quando alguém fica mais de um ano com um móvel ou devolve ele, a Furlenco reformam ele inteiro. Assim, você não ficará com a sensação de que está alugando uma cama usada. Caso o consumidor danifique um móvel que custe menos do que 10 mil rúpias indianas (aproximadamente R$ 480), ele não precisará pagar multa. Caso seja algo mais caro, precisará desembolsar.

Aluguel de móveis como tendência?

Ajith Karimpana fundador e CEO da Furlenco, trabalhava como vice-presidente do Goldman Sachs. Após ter saído e resolvido empreender, ele teve que se mudar e precisou vender seus móveis correndo. Peças que valiam US$ 5 mil saíram por US$ 300. Foi quando ele percebeu que não fazia sentido comprar mobília.

Criou a Furlenco em 2011 e, quatro anos depois, em 2015, conseguiu levantar US$ 6 milhões em em investimentos. Ele diz ao site Entrepreneur que o foco da empresa são executivos que viajam muito ou estudantes que acabam tendo que se mudar diversas vezes e não podem arcar com o custo de cada mudança. Na Índia, esse cenário é bem comum. Segundo o fundador, cada indiano urbano se muda em média a cada três anos.

Você pode olhar para a casa dos seus pais e ver que eles ainda têm uma mesa ou um sofá que compraram quando se casaram, por exemplo. Por isso, Karimpana conta que um dos maiores desafios no início era convencer as pessoas do conceito de economia compartilhada em um campo onde ainda estamos muito acostumados à posse.

“As pessoas pensavam que eram móveis ‘usados’. Nós lidamos com essa questão ao prometer que se você não recebesse móveis com qualidade de ‘como novos’, você poderia rejeitá-los. Funcionou. Hoje alguns clientes têm orgulho em mostrar nossos móveis”, diz.

No entanto, é aí também que está o trunfo do negócio. Karimpana aposta que as pessoas “poderem ter acesso a móveis de qualidade por uma fração do preço de compra é o que nos coloca à frente”.

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