TemLugar quer ser o site para alugar escritórios — compartilhados ou não
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TemLugar quer ser o site para alugar escritórios — compartilhados ou não

Kaluan Bernardo em 20 de janeiro de 2017

O mundo do trabalho, você já deve ter percebido, está mudando rapidamente. Mais dinâmico do que nunca, é comum vermos startups triplicarem de tamanho em um mês e outras encolherem pela metade em semanas. Nesse cenário, é preciso que o espaço físico consiga acompanhar tamanha flexibilidade. E é nesse cenário que a entra a TemLugar, marketplace de escritórios tradicionais e compartilhados.

A startup funciona em São Paulo e nasceu em abril de 2016. Em seu site é possível procurar por escritórios na capital paulista de forma relativamente simples. Basta dizer o bairro que procura; se você prefere um imóvel exclusivo ou compartilhado; se quer um prédio ou casa comercial; quanto metros quadrados precisa e quanto está disponível a pagar. Em seguida as opções aparecerão. Segundo Roberto Tesch, CEO da empresa, há mais de 3 mil imóveis anunciados na plataforma.

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Foto: Reprodução/Site

Ele acredita que há três pontos que favorecem o modelo da TemLugar: o dinamismo do mundo de trabalho, que está cada vez mais flexível; a facilidade em conhecer as pessoas com quem você precisaria compartilhar um espaço; e o foco em eficiência no uso de recursos, uma vez que empresas não querem pagar por espaços ociosos.

Além da TemLugar, outras startups como Deskify e Evowork também oferecem ferramentas para procurar escritórios compartilhados. A diferença, segundo Roberto, é o foco. Enquanto as concorrentes se atentam exclusivamente ao espaço compartilhado, a TemLugar olha também para o escritório tradicional.

“Percebemos que o mercado de escritório compartilhado no Brasil ainda é muito pequeno e aquém do que a gente queria em termos de escala. Por isso fizemos uma mudança no modelo de negócios para que pudéssemos incluir o modelo tradicional”, comenta.

No início, a empresa permitia alugar por hora, ou apenas salas ou estações de trabalho. Mas perceberam que pulverizar seria muito complexo e que valeria mais a pena focar apenas em aluguel mensal. “O site funciona que tanto o cara que quer um escritório convencional quanto compartilhado consigam encontrar facilmente o que procuram, de forma natural”, diz Roberto.

Como a TemLugar surgiu e como quer acompanhar as mudanças nos escritórios

A TemLugar faz parte da Greta, uma “holding” de mais três startups com sócios em comum, que trabalham juntos. A primeira empresa do grupo foi a Edukar, voltada a financiamento estudantil.

A startup de educação levantou R$ 1,5 milhão em investimentos e, em 2015, começou a mudar seu modelo de negócios para se tornar uma fintech. Nesse período, começaram a negociar com bancos e grandes instituições financeiras. No entanto, devido à burocracia, os funcionários ficaram parados por muito tempo e a equipe encolheu.

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Nesse meio tempo, Roberto tentou alugar um espaço ocioso de 25 m² de seu escritório em São Paulo. Enfrentou dificuldades em anunciar a proposta de compartilhar. Foi quando Fernando Freitas, CTO da Edukar, e que comandava o time de programação em Itajubá (MG), veio com a ideia de criar uma plataforma.

“Surgiram tantas opções para usar o escritório, como coworking, escritório compartilhado e tradicional, home office etc. Acreditamos que essa subdivisão chegou a um ponto que fazia sentido ter um marketplace focado em escritórios que harmonizasse essas opções”, comenta Roberto.

Foram mais de R$ 100 mil investidos, além de um ano de trabalho para que o site nascesse. Agora, eles procuram R$ 1,5 milhão em investimentos. No momento, o modelo de negócios consiste em cobrar 20% do primeiro aluguel intermediado pela plataforma.

Segundo Roberto, o negócio cresce rapidamente. Nos últimos 45 dias, o número de locatários foi de 20 para 150, enquanto nos últimos três meses o de imóveis anunciados foi de 300 para 3 mil. “Isso nos dá indícios de que encontramos nosso mercado. Agora é calibrar o modelo operacional para converter esses números”, comenta.

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