4 coisas que você precisa saber sobre economia comparitlhada
economia compartilhada
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4 coisas que você precisa saber sobre economia compartilhada

Kaluan Bernardo em 4 de setembro de 2016

A princípio, Economia Compartilhada pode parecer um conceito hippie ou desses moderninhos que são bonitos, mas nunca vemos na prática. No entanto, a Economia Compartilhada faz parte da vida de muita gente, e provavelmente da sua.

Se você já foi a uma locadora de filmes ou a uma biblioteca, usufruiu do compartilhamento. A diferença é que agora, com o apoio da tecnologia, essa economia se expande para diversos outros setores da sociedade, como carros, casas e, por que não, até seu trabalho. A Economia Compartilhada é sobre como podemos dividir, consumir menos e, consequentemente, gerar menos impacto no planeta.

Como a Economia Compartilhada é um valor muito importante da Nova Economia que abordamos aqui no Free The Essence, resolvemos resumir algumas coisas básicas que você precisa saber sobre o conceito e não correr o risco de se confundir em uma conversa sobre o tema. Vamos lá.

1) O que é afinal, a Economia Compartilhada

O nome vem do inglês “Sharing Economy”. O Dicionário de Oxford define como:

Um sistema econômico em que os bens ou serviços são divididos entre indivíduos privados, seja gratuitamente ou por uma taxa, normalmente pelos meios de internet.

A definição é boa. Ela mostra que, apesar de normalmente ser facilitada pela internet, não necessariamente a economia compartilhada se dá pela rede. O conceito não tem um pai, ele é usado há tempos indefinidos — mas se intensificou após a década de 2000, quando surgiram muitas redes sociais digitais.

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2) Características de um negócio com Economia Compartilhada

É comum confundir Economia Compartilhada com Economia sob Demanda, Crowdfunding, Economia Colaborativa e muitas outras. Em busca de uma definição mais exata, a revista Fast Company, que cobre intensivamente o tema, publicou um artigo dizendo as características de um negócio do tipo. São eles:

• A ideia principal do negócio inclui valorizar bens ociosos ou subutilizados, seja trazendo valor monetário ou não;

• A empresa deve ter valores bem claros e ser construída à base de transparência, humanidade e autenticidade;

• Os fornecedores de ambos os lados devem ser valorizados, respeitados e empoderados pelas empresas, que devem se esforçar para melhorar economicamente e socialmente suas vidas;

• Os clientes devem ter mais vantagens em alugar os bens e serviços do que em comprá-los;

• Os negócios devem ser construídos em mercados distribuídos e em redes descentralizadas criando senso de comunidade.

3) Sharewashing: a falsa Economia Compartilhada

Pela definição da Fast Company, você já deve ter percebido que não é tão simples assim ser uma empresa de Economia Compartilhada. Muitas vezes, um negócio tem características de compartilhamento, mas também envolve outras questões controversas.

E é daí que surge o Sharewshing — quando empresas se aproveitam da beleza da ideia da Economia Compartilhada para venderem algo que não são. O nome surgiu pela primeira vez em 2013, em um artigo do site OpEd News. O artigo critica a mentira e diz que, quando companhias buscam apenas o lucro e se dizem preocupadas com o compartilhamento, elas desvalorizam os verdadeiros princípios do conceito.

Isso traz efeitos como o esvaziamento e a desvalorização da ideia além da associação a práticas controversas, como a precarização das relações profissionais ou abuso dos bens alheios.

4) Empresas que se associam à Economia Compartilhada

Exatamente pelas várias nuances que envolvem o conceito de Economia Compartilhada, é sempre arriscado dizer qual empresa faz ou não parte do conceito. Mas algumas se apropriam do discurso e, de fato, promovem algum compartilhamento.

pessoa segurando celular com uber aberto

Foto: Istock/Getty Images

A mais famosa delas provavelmente é a Uber. O que faz a Uber ser um serviço compartilhado é o recurso UberPool, que permite diversos passageiros dividirem uma mesma corrida. Outra é o Airbnb, que possibilita os donos de imóveis alugarem quartos ou casas inteiras por curtos ou médios períodos de tempo.

Há também algumas brasileiras, como a Bliive, para as pessoas trocarem tempo. Você pode me dar uma hora de sua vida me ensinando a tocar violão e eu darei uma hora da minha para alguém ensinando a escrever um texto, por exemplo. Outra que você já deve ter ouvido falar é a Doghero, que conecta pessoas que vão viajar a outras interessadas em cuidar do seu cão.

Dê uma passeada pela editoria de Nova Economia do Free The Essence e conheça várias outras iniciativas e discussões bacanas relacionadas ao tema.

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