Conheça o Campus São Paulo, espaço do Google para empreendedores
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Fachada do Campus São Paulo Foto: Divulgação
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Conheça o Campus São Paulo, espaço do Google para empreendedores

Pedro Katchborian em 8 de junho de 2016

A chapa de aço do lobby de um prédio no Paraíso, em São Paulo, vai além da decoração. Os furos no painel passam uma mensagem escondida em código binário: Campus São Paulo. O espaço do Google, inaugurado no dia 7 de junho na capital paulista, tem como objetivo abrigar empreendedores, mentores, investidores e entusiastas do mercado de startups. A cidade é a sexta a receber o espaço no mundo — as outras são Tel Aviv, Varsóvia, Londres, Seul e Madri, totalizando mais de 70 mil usuários.

Qualquer interessado em frequentar o local poderá se registrar de graça no site do Campus, tornando-se membro da comunidade. Esses membros poderão frequentar os últimos dois andares do prédio — no total são seis, todos com a cara do Google. São nesses andares que fica o Campus Café, que funciona como um espaço de coworking, disponibilizando WiFi gratuito, mesas e cadeiras para até 160 pessoas.

Além de acesso a esse espaço, quem se cadastrar também poderá se inscrever para eventos realizados no auditório e nas salas de aula do local. Antes mesmo de ser inaugurado, o Campus São Paulo já havia recebido mais de 7 mil inscrições. O espaço estará aberto para os membros da comunidade a partir do dia 13 de junho.

Os três primeiros andares são destinados a startups que integrarem o programa de residentes, inédito no mundo, e a outras empresas que estiveram em programas de aceleradoras do Google. Startups interessadas podem se inscrever para ter a chance de passar seis meses imersos no Campus São Paulo como residentes, tendo acesso a toda rede do Google para que possam crescer. Neste espaço, há 150 estações de trabalho e várias salas de reunião.

Campus São Paulo: integração com a cidade

Quem adentra o prédio logo percebe a mistura de verde e cinza no térreo. Metal, pedra e madeira mesclam-se a plantas na estrutura. O efeito é proposital: “É uma mancha cinza crescendo nos arredores verdes de São Paulo. Na cidade, em qualquer rachadura no concreto, começa a nascer uma planta”, comenta Lula Gouveia, um dos arquitetos responsáveis pelo projeto.

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Em todo canto, há essa preocupação em integrar o prédio a cidade de São Paulo. As 14 salas de reunião são temáticas de festivais presentes na capital paulista — da Achiropita ao Brooklynfest. No quarto andar, os lustres coloridos do hall entre a sala de aula e o escritório do time do Campus imitam a linha metroviária da cidade.

O espaço tem certificação gold no LEED, um dos maiores programas de certificação de sustentabilidade de prédios. Além de utilizar madeira de reuso em mesas, cadeiras e outras estruturas, as plantas que habitam o espaço foram escolhidas a dedo, já que controlam o fluxo de CO² e mantém o ar purificado.

Guaritas também foram reutilizadas para projetar phone booths, cabines com ponto de internet, ar-condicionado, luz e isolamento acústico, para que os cowokers possam fazer videoconferências. Segundo o Google, todas as áreas do local são acessíveis para deficientes.

Outros espaços do Campus São Paulo são bicicletário, sala de amamentação, chuveiros e vestiários. Confira a construção do prédio no vídeo abaixo:

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