A CEO de 55 anos que quase faliu e criou uma startup bilionária
startup_therese-tucker
Therese Tucker, CEO e fundadora da BlackLine. Foto: Reprodução/Site
Nova Economia > Criativos

A CEO de 55 anos que quase faliu e depois criou uma startup bilionária

Kaluan Bernardo em 11 de novembro de 2016

Se você acha que está velho demais para se arriscar no mundo do empreendedorismo, dá uma olhada na história de Therese Tucker. Recentemente ela abriu a oferta pública (ou IPO) de sua startup, a BlackLine, que oferece softwares financeiros na nuvem. Therese tem 55 anos e passou por muitos altos e baixos até que sua empresa abrisse suas ações e chegasse ao valor de mercado de US$ 1,1 bilhão.

Em linhas gerais, a BlackLine oferece softwares que automatizam serviços de contabilidade, integrando sistemas NetSuite, Oracle, SAP e Wokaday. Ela tem clientes do calibre da Coca-Cola, Under Armour e Costco.

No dia 28 de outubro, Therese abriu a companhia vendendo cada ação por US$ 18. Em 9 de novembro cada ação já estava valendo aproximadamente US$ 23. Apenas no primeiro dia na Nasdaq, a startup conseguiu levantar US$ 140 milhões em capital. Isso em um ano considerado difícil para os IPOs de empresas de tecnologia.

Calma, não é uma notícia sobre o mercado financeiro. É mais uma história de inspiração.

O caminho difícil, humilhante e assustador de criar uma startup

É bem possível que você nunca tenha ouvido falar na empresa de mais de US$ 1 bilhão, mas ela existe há mais de 15 anos. E sua trajetória, quase chegando a falência, não é simples.

“Eu banquei a companhia até 2013, e houveram alguns momentos muito difíceis”, comentou a empresária ao site Business Insider. Ela conta que gastou todo o dinheiro que conseguiu com sua empresa anterior, a SunGard. “Drenei minhas contas bancárias e meus US$ 401 mil. Disse para meus filhos que, se eu tivesse acesso à poupança da faculdade deles, provavelmente teria pego. Eu hipotequei minha casa. Eu estourei meus cartões de crédito. Eu implorei para meus amigos cobrirem meu salário”, diz.

Esse período foi em torno de 2005, quando na casa dos 44 anos, Therese foi à falência. “Foi difícil, humilhante e assustador. Eu pensei ‘oh meu Deus, eu sou uma mulher nos meus 40 falindo e começando de novo'”, declarou.

A mudança veio em 2007 quando resolveu investir em computação em nuvem. Na época, o mercado era bem diferente. O iPhone estava sendo lançado, a Adobe nem pensava no tema e a Amazon Web Services, hoje referência na área, tinha apenas um ano.

Um ano depois, em 2008, com a crise econômica nos Estados Unidos, cada vez mais empresas preferiram comprar serviços mensais oferecidos pela nuvem. E a BlackLine surfou nessa onda. Em 2015 a receita foi de mais de US$ 83,6 milhões.

Nunca é tarde para empreender

A história de Therese não é a única. Há diversas outras do mesmo tipo, com grandes fundadores começando em idades mais avançadas. Charles Flint, criador da IBM, começou aos 61; Harold Stanley, do Morgan Stanley, aos 50; Henri Nestlé, da Nestlé, aos 52; Yoshisuke Aikawa, da Nissan Motor, também aos 52; Ferdinand Porsche, da Porsche, aos 56. E por aí vai.

Na lista de top 100 maiores fundadores da Forbes, a idade média para começar é de 35 anos. Há alguns que começam bem depois, como vimos acima. Outros, bem antes, como Michael Dell, da Dell, aos 18; e Mark Zuckerberg, do Facebook, aos 19. Veja nesse link, a idade em que alguns dos maiores empreendedores do mundo começaram seus negócios

Gostou deste post? Que tal compartilhar:
Últimos
Trend Tags
Array ( [0] => 76 [1] => 222 [2] => 237 [3] => 115 [4] => 17 [5] => 238 [6] => 92 [7] => 125 [8] => 173 [9] => 16 [10] => 276 [11] => 25 [12] => 66 [13] => 67 [14] => 157 [15] => 62 [16] => 153 [17] => 127 [18] => 12 [19] => 19 [20] => 187 [21] => 69 [22] => 154 [23] => 175 )
Vídeos
Copyright © 2016 Free the Essence