Quem é Elon Musk, o mais poderoso bilionário da economia sustentável
Elon Musk
Foto: Reprodução/TEDx
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Quem é Elon Musk, o bilionário da economia sustentável

Aretha Yarak em 27 de setembro de 2017

Encurtar distâncias, revolucionar o transporte terrestre e espacial e, por que não, colonizar Marte. Esses são apenas alguns dos objetivos do empresário sul-africano Elon Musk,. Conhecido por seus projetos futuristas, empreendimentos quase quixotescos que valem bilhões de dólares, Musk é o homem por trás da Tesla Motors, empresa automobilística que desenvolve veículos elétricos a preços acessíveis e baterias, e da SpaceX, que projeta foguetes espaciais.

Defensor da economia sustentável e líder de um grupo de pesquisadores que quer barrar o avanço da inteligência artificial, o empresário é a personificação do multitasking: comanda de perto suas diversas empresas, cria projetos em momentos de tédio e sabe usar a mídia para angariar holofotes como ninguém. Sua mais nova promessa é desenvolver a tecnologia que irá permitir substituir os (lentos) aviões por foguetes e encurtar distâncias – e o tempo.

O visionário Elon Musk

Filho de mãe canadense e pai sul-africano, Elon Musk nasceu em Pretoria, capital da África do Sul, em 1971. Foi uma criança introvertida, que aprendeu sozinha a programar computadores e, aos 12 anos, já vendia sua primeira criação: um jogo chamado Blastar. Com 17 anos, mudou-se para o Canadá, onde ingressou na Queen’s University, mas acabou desistindo e foi estudar nos Estados Unidos, onde se formou em economia e física pela Universidade da Pensilvânia.

A carreira empreendedora teve início logo após receber seus diplomas. Em 1995, deu sua primeira tacada certeira: criou a startup Zip2, que produzia softwares para publicadores de conteúdo online. Em pouco tempo, recebeu investimentos de empresas de mídia como The New York Times e KnightRidder e se consolidou como referência no mercado.

O crescimento de Musk foi exponencial: em 1999, vendeu a Zip2 por mais de US$ 300 milhões e, à rebote, criou sua segunda empresa, a X.com, especializada em pagamentos online. Em menos de um ano, a novata startup havia se expandido, comprado outra empresa e se transformado no PayPal tal qual o conhecemos hoje. Em 2002, ele também foi vendido, dessa vez ao eBay por 1,5 bilhões de dólares.

No mesmo ano em que se desfez do PayPal, Musk colocou de pé sua terceira e, até então, mais desafiadora empresa, a Space Exploration Technologies Corporation, também chamada de SpaceX. Sua missão já era futurista na época: desenvolver a tecnologia que vai tornar possível realizar viagens comerciais pelo espaço.

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De lunático, o sonho de Musk de tripular aeronaves e levar cidadãos comuns para dar uma volta ao redor da Lua ou mesmo para morar em Marte, não tem nada. Recentemente, o sul-africano anunciou que planeja levar turistas para passear ao redor da Lua já no ano que vem. Além disso, sua primeira viagem tripulada para Marte está prevista para acontecer daqui sete anos.

Mas, enquanto isso ainda não é possível, a SpaceX não para de fazer história. Foi a primeira empresa privada a colocar um satélite em órbita terrestre e a enviar e atracar um foguete na Estação Espacial Internacional. Em um futuro bem próximo,  Musk planeja ainda usar o foguete BRF, o mesmo em desenvolvimento para a viagem à Marte, para substituir os aviões e ir de um ponto a outro da Terra em menos de um minuto. Uma viagem entre Londres e Nova York, por exemplo, levaria apenas 29 minutos — num voo de até 27 mil km/h.

Tecnologia de ponta acessível a favor da economia sustentável

A mente inovadora de Musk não para. Em 2003, enquanto a SpaceX funcionava a todo vapor, ele abriu as portas da Tesla Motors, uma empresa focada em desenvolver carros elétricos a baixo custo e baterias renováveis. Defensor da economia sustentável, a proposta era criar veículos acessíveis e popularizar esse tipo de automóvel.

Em 2008, ele lançou seu primeiro modelo, o esportivo Roadster. Quatro anos mais tarde, foi a vez do Model S, um sedã elétrico de luxo, que se tornou um sucesso de vendas da categoria por dois anos consecutivos. No final de julho deste ano, iniciou a produção do seu quarto modelo, o Model 3.

Apesar de algumas crises financeiras, a Tesla nunca parou de crescer e de disputar espaço com as gigantes do setor automobilístico. No começo deste ano, ela ultrapassou a marca das 200 mil unidades vendidas, se tornando a segunda colocada no ranking mundial de empresas que produzem apenas automóveis elétricos — atrás apenas da aliança Renault-Nissan.

Além dos carros, a empresa produz ainda baterias, painéis e tetos solares para domicílios e aplicações industriais. Defensor da sustentabilidade e da reutilização de materiais e produtos, Musk planeja tonar a energia solar cada vez mais barata e acessível para o público em geral.

Em 2016, buscando aumentar o potencial criativo da Tesla na produção desse tipo de produto, ele adquiriu a SolarCity, uma empresa especializada em tecnologias de energia renovável. “Como uma única empresa, SolarCity e Tesla podem criar produtos residenciais totalmente integrados, comercias e de escala, que melhoram a maneira como a energia é gerada, armazenada e consumida”, afirmava uma declaração no site da Tesla à época da aquisição.

O último plano ambicioso da companhia é a instalação na região sul da Austrália da maior bateria de íons de lítio do mundo, em parceria com a empresa francesa Neoen. A peça é capaz de produzir até 129 megawatts por hora e faz parte de um programa do governo local para aumentar a segurança da rede elétrica local. Numa jogada de marketing para provar que é possível substituir as fontes de energia fósseis pelas renováveis, Musk prometeu entregar o projeto em apenas 100 dias. Se não conseguir cumprir o prazo, não irá cobrar um centavo do governo australiano.

Jornada contra a inteligência artificial

“A inteligência artificial é um dos principais riscos que nós enfrentamos enquanto civilização”, defendeu o visionário recentemente. Para Musk, os avanços incontroláveis dessa tecnologia podem colocar a humanidade em risco. E ele não poupa esforços para impedir que isso aconteça.

Na liderança de um grupo de cientistas que advoga a regulamentação e controle desse tipo de pesquisa, vem tentando provar que a inteligência artificial pode fugir do nosso controle, levar à Terceira Guerra Mundial e até usar a rede para prejudicar os seres humanos.

“(Isso) poderia começar uma guerra espalhando notícias falsas, falsificando e-mails e falsos releases, e apenas por manipular informação. A caneta é mais poderosa do que a espada”, declarou. A preocupação de Musk se baseia em uma situação hipotética em que a inteligência artificial poderia interferir na indústria armamentistas hackeando informações para causar uma guerra. “Sou contra a regulamentação em exagero, mas eu acredito que devemos partir para isso com a inteligência artificial. Ponto”, enfatizou.

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Em dezembro de 2015, ele criou a OpenAI, uma empresa sem fins lucrativos para estudar o desenvolvimento da inteligência artificial de uma maneira segura e aberta. A ideia é que, ao disponibilizar a AI para toda a sociedade, ele consiga evitar que as grandes corporações se tornem muito poderosas.

Elon Musk e os memes da internet

Os esforços quase quixotescos de Musk para salvar o mundo já inspiraram diversas brincadeiras e memes pela internet, como a conta no Twitter “Bored Elon Musk”. Em dos seus rompantes mais famosos, ele estava preso no trânsito de Los Angeles dominado pelo tédio quando tuitou que iria criar a The Boring Company (algo como A Empresa Chata).

A corporação seria responsável por cavar túneis embaixo da cidade e resgatar a população do tráfego destruidor de almas. Teria sido apenas uma piada se um mês mais tarde Musk não tivesse colocado um dos engenheiros seniores da Tesla para supervisionar um projeto de túneis e começar alguns testes com o Hyperloop One.

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