Empoderamento feminino: meninas podem mudar a realidade até 2030
empoderamento feminino
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Meninas e adolescentes da Ásia e do Pacífico podem ser o futuro da economia

Camila Luz em 21 de setembro de 2016

Em 2030, meninas e adolescentes de hoje podem ser parte significativa da força de trabalho qualificada e contribuir para o aumento do PIB dos países onde vivem. Para o Fórum Econômico Mundial, serão líderes de grandes empresas e profissionais de tecnologia, por exemplo. Essa previsão poderá ser realidade por meio do empoderamento feminino, que garante direitos e faz com que acreditem no potencial que têm.

meninas dando as mãos

Foto: Istock/Getty Images

Milhões de meninas que vivem principalmente em países da Ásia e do Pacífico são deixadas para trás. Para construir um futuro melhor, devem estar na escola, no ensino superior e ocupar boas vagas de trabalho. Mais meninas formadas no ensino secundário significa que, no futuro, haverá mais mão-de-obra qualificada para a economia.

Artigo publicado este ano pelo Fórum, cuja sede fica em Genebra, na Suíça, acredita ser igualmente importante para o futuro das meninas lutar contra o machismo e a opressão, dando liberdade para que façam suas próprias escolhas. Isso significa poder escolher quando e com quem querem se casar, poder decidir se desejam ou não ter filhos e ter capacidade de investir seus recursos financeiros onde bem entenderem.

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O que meninas da Ásia e do Pacífico sofrem

Meninas que vivem na Zona Oeste do Nepal são submetidas a uma prática milenar que prega o casamento quando ainda são crianças. Para cuidar do marido e cumprir suas obrigações de esposa, largam os estudos.

No Paquistão, mulheres devem se casar com parceiros designados pela família. Quando contrariam esse caminho, correm até o risco de serem mortas. A adolescente Zeenat Rafiq, por exemplo, fugiu de casa com o namorado Hassan Khan, que não era aceito por seus pais. Quando a encontraram, foi enforcada e teve seu corpo queimado pela própria mãe.

Segundo o Fórum, quase metade das meninas do sul da Ásia se casam antes dos 18, assim como uma em cada cinco meninas da região leste do Pacífico. Cerca de 16 milhões são excluídas da educação secundária. Soma-se a isso práticas culturais como a mutilação genital feminina e a preferência por filhos homens, o que leva ao aborto de fetos do sexo feminino e até ao assassinato após o nascimento.

Meninas também têm menos voz e poder do que meninos, sofrem violência sexual, são excluídas de bons empregos e não são tão bem alimentadas quanto seus irmãos. Na Ásia e no Pacífico, há milhões de garotas entre 10 e 19 anos que podem ter enfrentar esses destinos sofridos e que não condizem com seu potencial.

Mas elas também podem se tornar profissionais excelentes, saudáveis e felizes — e que vão funcionar como motor para a economia. O empoderamento feminino faz parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, que busca uma vida digna e igualitária para todos.

A resposta é o empoderamento feminino

Para que o empoderamento feminino aconteça nessa região do planeta, o Fórum Econômico Mundial diz que meninas devem ser tratadas com o cuidado e respeito que merecem. A violência sexual e a discriminação devem ser criminalizadas e punidas.

Além disso, devem ser bem nutridas, morar em locais seguros e ter empregos que as permitem envelhecer com segurança financeira. Sobretudo, devem ser educadas, livres e acreditar no próprio potencial. Pela forma como são tratadas, têm baixa auto-estima e sequer acreditam que merecem uma vida digna.

Qualquer pessoa que acredite em seu potencial tem mais chances de obter sucesso na vida e de fazer algo para mudar a realidade de onde vivem. Meninas empoderadas serão profissionais qualificadas e mães conscientes, que vão criar outras filhas empoderadas. Por isso, o Fórum Econômico Mundial defende:

“Se cada adolescente receber uma educação secundária de qualidade, haverá menos mortes de crianças, menos desnutrição, menos gravidez na adolescência e menos casamentos na infância. Nossa força de trabalho será mais produtiva, nossas economias irão prosperar e nossos países serão mais fortes e as nossas sociedades mais cuidadosas”.

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