Quem é Fabio Seixas, o co-criador do Festival Path
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Fabio Seixas. Foto: divulgação Festival Path
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Quem é Fabio Seixas, o co-criador do Festival Path

Kaluan Bernardo em 12 de maio de 2016

Em 2016 o Festival Path chega à sua quarta edição. A expectativa de seus organizadores é que ele tenha o dobro do tamanho da edição anterior, atraindo mais de 10 mil pessoas. Serão exibidas mais de 350 palestras, workshops, filmes e shows sobre educação, inovação, sustentabilidade, Nova Economia e muitos outros temas.

O festival é organizado por uma empresa chamada O Panda Criativo, criada por Fabio Seixas e Rafael Vettori. A companhia tem vários outros braços: o PlusPlus, uma comunidade com pequenos encontros mensais que abordam conteúdos inovadores e criativos; o Shift CineClub, uma espécie de mostra de documentários independentes; e consultorias de inovação para empresas.

Sozinho, Fabio ainda tem outros projetos, como o Coletivo Missa, que reúne uma série de artistas para fazerem shows em empresas; e um circuito de ultramaratonas, que ele ainda está montando.

De certa forma, todos esses projetos dialogam com a trajetória de Fabio Seixas, um cara que sempre esteve procurando o novo.

Fabio Seixas: de Manaus para o mundo

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Fabio Seixas Foto: Reprodução/Facebook

Fabio Seixas nasceu em Manaus, logo foi para Natal e, de lá, para o mundo. Morou na China, no México e nos EUA, onde foi estudar produção multimídia e design na The Art Institutes. Queria ser tenista profissional, mas como tinha que fazer uma faculdade, acabou dando uma chance para o ensino superior.

No entanto, chegando lá se surpreendeu. Além de fazer algo que finalmente gostava, passou a estudar em um modelo de educação muito mais horizontal do que conhecera até então na escola. “Sempre fui um dos piores alunos, mas quando cheguei na universidade, me tornei um dos melhores”, diz. “Às vezes os modelos que a sociedade te coloca não são compatíveis com os que você melhor perfomaria”, reflete.

Após estudar design, criou e tocou, por mais de dez anos, um estúdio de produção multimídia voltado ao universo digital. Ele cuidava da empresa com o irmão. Nesse meio tempo, também viajou o mundo fazendo alguns trabalhos de modelo. “Para mim era mais um hobby. E era interessante que me colocava em contato com vários clientes que eu não teria acesso”, diz.

Drinkfinity vale a pena?

Em 2010, vendeu sua participação na produtora e veio morar em São Paulo. Chegando aqui, começou a trabalhar diretamente com agências publicitárias, onde passou a desenvolver núcleos e projetos de convergência entre os mundos online e offline. Onde mais trabalhava era na DM9DDB. Lá, ganhou alguns prêmios em Cannes, o principal da publicidade.

De lá foi para a Conspiração Filmes, onde também passou a tocar um núcleo de convergência voltado ao mercado de produção audiovisual. E foi lá que seus projetos paralelos começaram a ganhar força.

O Festival Path e o poder dos projetos paralelos

foto da frente do festival path com várias pessoas

Festival Path 2015 Foto: Divulação

“Sempre tive projetos paralelos em minha vida. E, quando eu estava na Conspiração, alguns deles começaram a demandar mais minha atenção, até que se tornaram meus principais”, conta Fabio.

Um desses projetos foi o Festival Path, que nasceu após uma viagem ao Texas, onde acontece o South by Southwest (SxSW), um grande festival de cinema, música e tecnologia reconhecido mundialmente. Ele e Rafael, hoje seu sócio, se encontraram e resolveram fazer algo parecido no Brasil.

“Rafael me fez a proposta e topei na hora. Logo juntei contatos e, três meses depois, já tínhamos um festival com 72 palestras, três bandas, filmes etc.”, diz. Deu certo. Na primeira edição, tinham 500 pessoas; na segunda, duas mil; na terceira, cinco mil.

O mesmo aconteceu com o PlusPlus, encontro mensal em que um tema relevante é apresentado por um protagonista escolhido pelos curadores. O papo acontece em um ambiente intimista com um café da manhã ou uma cerveja — sim, é sempre antes ou depois do trabalho.

Antes, o evento se chamava CreativeMornings. Ele foi importado de Nova York, onde foi criado em 2008. Fabio se juntou a Raphael Vasconcellos para tocar os encontros. Logo seu parceiro se tornou um dos diretores para o Facebook na América Latina e não conseguiu mais se dedicar ao projeto. “Continuei com a ajuda de muita gente, e até investindo dinheiro do meu próprio bolso. Porque eu acredito”, defende.

Seus projetos paralelos têm essa característica: Fabio diz que faz porque acredita, não porque pensa que são os mais lucrativos que poderia fazer naquele momento. Foi também por paixão que ele criou o Shift, um festival mensal de documentários independentes. “Sou apaixonado por cinema, vi que tinha muito conteúdo bom e pouca janela para fazer. Então criei o Shift, que não tem uma escala enorme, mas pelo menos é mais uma oportunidade para as pessoas apresentarem seu trabalho”, diz.

O segredo para pular de um projeto para outro sempre mantendo algo em paralelo? Abraçar o risco, mas sabendo fazer transições que não sejam brutas, com alguma estabilidade.

A vida é um risco. Se você vê que está em algo que já não te faz mais tão feliz, ou há outra coisa que te motive mais, é melhor sair. É mais arriscado investir sua vida em algo que não te conecta do que se jogar no desconhecido. Sempre me arriscarei enquanto isso me motivar e dar propósito.

O Festival Path é patrocinado pela Drinkfinity, marca que também oferece o conteúdo de Free The Essence.

Fabio Seixas
O Panda Criativo
Co-founder
Festival Path, PlusPlus, Shift CineClub, Coletivo Missa
São Paulo,SP
BR
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