Aprenda a obter sucesso financeiro como freelancer
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Foto: iStock, Getty Images.
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Aprenda a ganhar mais dinheiro como freelancer

Camila Luz em 23 de maio de 2016

Mais de 53 milhões de estadunidenses trabalham como freelancer hoje de acordo com a associação Freelancer Union. No Brasil, dados levantados pela Prolancer mostram que o número de autônomos cresceu 33% em 2015. Para apoiar novos profissionais independentes, o escritor Patrick J. Mcginnis quer explicar ao mundo como ter sucesso financeiro na era da Gig Economy.

Mesmo profissionais que ocupam posições tradicionais, como advogados, administradores e economistas, devem deixar cargos em grandes empresas para prestar consultoria nos próximos anos. A Gig Economy é uma realidade e traz consequências positivas e negativas.

Patrick é autor do livro “The 10% Entrepreneur: Live Your Startup Dream Without Quitting Your Day Job”.  Em abril deste ano, escreveu um artigo para o site Fast Company explicando como profissionais devem pensar e agir para serem estáveis financeira e emocionalmente.

Freelancers têm horários flexíveis, são donos do seu próprio tempo e podem economizar gastos como transporte e alimentação produzindo em casa. No entanto, não recebem direitos trabalhistas e precisam enfrentar instabilidade financeira, pois geralmente são pagos de acordo com as horas trabalhadas e nada além disso.

Além disso, Patrick afirma que freelancers não têm a propriedade dos projetos para os quais prestam serviço. Afinal, mesmo os que duram longos períodos têm prazo final. Assim que o trabalhador entrega sua parte e recebe o pagamento, o vínculo acaba. Não há a possibilidade de deter uma parte dele.

Diante desses dilemas, como construir estabilidade financeira e acumular capital na era da Gig Economy? Patrick dá as dicas:

Como crescer financeiramente sendo freelancer

1 – Pense como um dono de negócio

Freelancers são, também, empreendedores. Com o tempo, é possível criar uma lista de clientes, expandir a rede de contatos e montar um histórico de trabalhos realizados.

Trabalhar de forma independente pode ser a forma de construir um caminho para fundar a própria firma. Patrick explica que, em primeiro lugar, deve-se adquirir credibilidade no mercado. Depois, reservar tempo para criar uma marca, pensar no logo e montar um site. O importante é se posicionar.

Hoje, há meios de investir na construção do marketing pessoal sem gastar muito. Há plataformas gratuitas ou que custam barato. Freelancers podem, ainda, trocar serviço com desenvolvedores, publicitários e outros profissionais criativos que possam formular a identidade da empresa.

2 – Troque seu trabalho por ações de outras empresas

Não gaste toda a sua energia apenas em construir a sua própria empresa. Reserve um pouco dela para trocar seus serviços por ações de outras companhias. Startups são promissoras e costumam ter mais a oferecer em termos de participação do que dinheiro vivo.

Há muitos serviços que podem ser oferecidos por freelancers, como aconselhamento sobre um plano de negócios ou documentos legais e criação de logotipo para sites. Apesar de ser mais arriscado do que receber uma quantia de dinheiro, ter participação pode ser bastante lucrativo no futuro.

O grafiteiro David Choe, por exemplo, pintou murais para o Facebook em troca de participação na empresa. Ótimo negócio, não é mesmo? Nem todas as companhias para onde o freelancer irá trabalhar serão gigantes como o Facebook no futuro. Mas ganhar experiência de mercado ensina onde investir.

Para Patrick, o importante é tratar todos os projetos com seriedade, respeitar outras empresas e também a si mesmo, como dono do seu próprio negócio.

Como fundar a própria empresa sem deixar seu emprego

Quer começar a empreender, mas tem medo da instabilidade? No livro “The 10% Entrepreneur: Live Your Startup Dream Without Quitting Your Day Job”, Patrick ensina a investir apenas 10% de tempo e recursos em novos projetos. Dessa forma, não é preciso deixar o emprego fixo.

Patrick trabalhou por décadas em Wall Street enquanto investia dinheiro ou prestava serviço para outros negócios. Em troca, recebia ações. Também prestou consultoria para companhias e começou a formar uma cartela de clientes.

Mais de uma década depois, sentiu-se seguro para fundar a Dirigo Advisors, uma startup que fornece aconselhamento estratégico para investidores, empresários e empresas em rápido crescimento.

Em entrevista ao Business News Daily, disse que a ideia central de seu livro não é trabalhar como freelancer no tempo livre em troca de dinheiro. O objetivo é obter participação em outras empresas e até começar o próprio negócio aos poucos, sem assumir muitos riscos.

Explicou que largar tudo para empreender pode ser complicado em alguns casos. “Em tempo integral, empreendedorismo é bom, mas não é para todos. É arriscado se você tem uma hipoteca ou filhos, ou se você é alguém que não lida bem com risco”, disse. “Ser um empreendedor 10% permite que você empreenda em seus próprios termos, de acordo com seu próprio perfil de risco”, defende.

A ideia pode ser interessante para quem quer fazer a transição entre o mercado de trabalho tradicional e o mundo do empreendedorismo sem esbarrar em tantos obstáculos pelo caminho.

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