As mulheres negras CEOs de empresas de tecnologia
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Tina Wells, fundadora da Buzz Marketing Group. Foto: Reprodução/Facebook
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As mulheres negras que querem modificar o cenário do empreendedorismo

Pedro Katchborian em 6 de outubro de 2016

Em maio de 2016, Ursula Burns, CEO da Xerox, anunciou que deixará o cargo ainda neste ano. Se nada mudar até o final do ano, no momento em que ela sair da empresa, o número de mulheres negras que são CEO das 500 maiores empresas dos Estados Unidos passará para zero. Ursula era a única. Ela começou como estagiária da Xerox nos anos 1980 e seguiu na empresa até alcançar o cargo máximo.

A lista da Fortune com as 500 maiores empresas, na verdade, mostra que falta muita inclusão no mercado de trabalho. Das centenas de empresas, há apenas 19 mulheres CEOs, sendo que Ursula era a única negra. O cenário é pior ainda do que parece: a Fortune relata que em toda a história da lista houve somente 15 CEO negras. Repetindo: em toda a história.

Há, como sempre, gente tentando nadar contra a maré e alcançar o sucesso. Jessica O. Matthews, CEO da startup de tecnologia chamada Uncharted Play, acabou de receber um investimento de US$ 7 milhões de dólares.

A Uncharted Play é uma empresa que tem como objetivo espalhar a conscientização sobre energias renováveis. O investimento milionário tornou Jessica a 13ª fundadora negra que arrecadou mais de US$ 1 milhão para o seu negócio. Também em 2016, Morgan DeBaun, da Blavity, quebrou essa marca e arrecadou mais de US$ 1 milhão.

A Uncharted Play faz produtos como o SOCCKET, uma bola de futebol que também é um gerador de energia. A SOCCKET utiliza a energia rotacional para produzir três horas de luz para cada hora de jogo. Outro produto da empresa é o PULSE, uma corda de pular com tecnologia parecida com a da bola.

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Vale dizer que Jessica é exceção: segundo uma pesquisa do ProjectDiane, empresas que têm mulheres negras como CEO tendem a receber bem menos investimento. A média chega a assustar: são US$ 36 mil para as mulheres negras, comparado a U$ 4,5 milhões para o resto.

Cinco mulheres negras que querem modificar esse cenário

Além de Jessica e Ursula, outras mulheres negras fundaram ou tornaram-se CEO de empresas apesar de toda dificuldade da inclusão racial no cenário de empreendedorismo americano e brasileiro. Elas só não aparecem nessas tradicionais listas porque suas empresas ainda não estão entre as 500 maiores dos Estados Unidos, por exemplo.

1) Asmau Ahmed

Asmau Ahmed

Asmau Ahmed Foto: Reprodução

Fundadora e CEO da Plum Perfect, Ahmed criou um aplicativo para amantes da maquiagem. Usuários podem encontrar as cores ideais para o seu tom de pele. “Em meu papel atual tenho a oportunidade de mudar o que as pessoas pensam a respeito da aparência da fundadora de uma empresa de tecnologia“, disse para o Huffington Post.

Ela ainda explica que, como a indústria de tecnologia não é uma referência para a diversidade do mundo real, os produtos não costumam incluir a necessidade de outros. “Criar um negócio de tecnologia que seja relevante para todos os grupos raciais, mas que coloque o foco em nossas necessidades como negros, ajuda a diminuir esse abismo”, completa.

2) Cathy Hughes

Primeira mulher negra a liderar uma empresa de mídia nos Estados Unidos, Cathy é CEO da Radio One. Ela fundou a empresa em 1980 e chegou a ficar sem moradia para conseguir manter a rádio ativa. Em 2004, ela fundou a TV One, um canal da TV paga que foca no entretenimento para afro-americanos.

3) Kim Wales

Kim Wales

Kim Wales Foto: Reprodução

Fundadora e CEO do Wales Capital, uma empresa de consultoria, Kim Wales tem 17 anos de experiência em empresas financeiras como Morgan Stanley e Chase Manhattan Bank.

Usando sua experiência e sua influência, ela uma das líderes em direitos trabalhistas nos Estados Unidos.

4) Tina Wells

Tina Wells fundou a Buzz Marketing aos 15 anos. A empresa faz pesquisas de mercado e já tem mais de 9 mil colaboradores que fazem pesquisas envolvendo moda, redes sociais e comportamento.

5) Rachel Maia

A CEO da Pandora do Brasil é mulher e negra. Rachel Maia, de 45 anos, é formada em Ciências Contábeis, pós-graduada na USP e tem cursos em Harvard. A grande experiência de Rachel Maia foi em outra joalheria: na TIffany, em que trabalhou por oito anos.

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