O que é o museu do fracasso e o que ele pode ensinar
Museu do Fracasso2
Foto: Reprodução/Instagram @anderswenngren
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Museu do Fracasso nos lembra que glorificamos o ‘sucesso’

Kaluan Bernardo em 21 de julho de 2017

Na cidade de Helsinborg, no sul de Estocolmo, na Suécia, fica o Museu do Fracasso. Lá estão uma série de produtos que não deram certo. Do Google Glass ao Apple Newton, a galeria exibe uma série de itens que não caíram nas graças do público.

Os objetos não são expostos simplesmente por curiosidade. Em entrevista à revista FastCompany, Samuel West, diretor do museu, diz que o objetivo de colocar o fracasso em um pedestal é mostrar o quanto temos a aprender com as falhas.

West é psicólogo e doutor em inovação pela Lund University, na Suécia. Ele está cansado de ouvir histórias de sucesso, que se cobrem de glórias, e ignoram os fracassos que acontecem no mundo real. “Nós glorificamos demais o sucesso , mas ao preço de demonizar o fracasso. E é do fracasso que nós aprendemos”, comenta.

Veja no vídeo abaixo alguns exemplos de produtos no museu (nossos favoritos são a máscara de beleza e o scanner para revistas):

Como é o museu do fracasso

O museu foi inaugurado em junho de 2017 e abriga 70 produtos diferentes, além de alguns serviços. Um dos destaques é o jogo de tabuleiro de Donald Trump. “É um jogo infame. Nós tentamos jogar com a mente aberta. Mas era impossível. Era estúpido demais”, conta.

West relata que passou mais de um ano buscando produtos e casos para colocar no museu. Para um item entrar na galeria, ele tem que ao menos ter tentado inovar. West cita como contraexemplo o Samsung Note 7, que ficou conhecido por explodir facilmente. Ele não está no museu porque “é apenas uma produção e qualidade de controle péssima. Não tem nada a ver com inovação”, afirma o diretor.

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O pesquisador explica que é importante destacar a falha para que pessoas possam sentir-se livres para trabalhar a criatividade. Quando ninguém se pronuncia, por medo de falhar, é que saem os verdadeiros fracassos.

A falha funciona como um jogo para a criatividade. Ela traz conforto. “No jogo nós estamos protegidos contra as consequências da vida real”, comenta. “Na inovação, para levar as coisas adiante, você tem que experimentar e explorar. Essas atividades não te dão resultados certamente positivos”, explica.

Museu do Fracasso

Foto: Divulgação

Por fim, o executivo diz esperar que a exposição sirva para as pessoas comuns, não apenas para designers e empresários. Se até empresas como Google e Apple falham de vez em quando, por que nós também não podemos fracassar?

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