Conheça as cidades que querem ser o novo Vale do Silício
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Helsinki, Filândia. Foto: Istock/Getty Images
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Conheça as cidades que querem ser o novo Vale do Silício

Pedro Katchborian em 23 de novembro de 2016

O Vale do Silício, próximo de São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos, é o berço da inovação no mundo. Lá estão as grandes ideias, os investidores, a liberdade para inovar e o networking para fazer tudo isso dar certo. Acredita-se, então, que muitas outras cidades querem ser o novo Vale do Silício. Na Europa ou na Ásia, alguns centros estão despontando como possíveis candidatos. Conheça.

A busca pelo novo Vale do Silício

Lisboa, Portugal

A chance de Lisboa se tornar o novo Vale do Silício passa pelo Web Summit, evento que é constantemente descrito como o “Glastonbury para geeks”. O encontro, que foi sediado em Dublin nos últimos sete anos, chegou a Lisboa em 2016. Neste ano, o evento recebeu 50 mil pessoas para ouvir palestras do fundador do Tinder, diretores do Facebook e até do hoje investidor Ronaldinho.

A cidade portuguesa é vista como um símbolo da recuperação econômica que assolou o país entre 2007 e 2009. Segundo o The Guardian, o governo português está incentivando o ecossistema de startups, o que tem atraído empresas do Reino Unido, Estados Unidos e de outros lugares. Além disso, aluguéis baratos, uma cena cultural ativa e uma boa qualidade de vida ajudaram nesse processo.

Toronto, Canadá

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Toronto, Canadá. Foto: Istock/Getty Images

Uma das maiores cidades do Canadá com 2,6 milhões de habitantes, Toronto também está na fila para tentar se tornar o novo Vale do Silício. Segundo o TechCrunch, Toronto sempre teve o talento empreendedor, mas as pessoas sempre acabaram deixando a cidade. Atualmente, o local está conseguindo recapturar essas pessoas.

Um dos principais motivos para dizer que Toronto pode ser um novo Vale do Silício é o tamanho da cidade. A cidade é a quarta maior da América do Norte — só perde para Nova Iorque, Los Angeles e Chicago. Além disso, a cidade é a que mais gradua universitários focados em profissões voltadas para engenharia.

O governo canadense também tem apostado na cena de startups da cidade. A nível municipal e federal, o incentivo tem vindo através de programas de assistência designados exclusivamente para encorajar empresas de tecnologia.

A rica cultura e o grande número de estrangeiros na cidade também ajudam na inovação. Além disso, o povo canadense em geral é visto como muito amigável, o que também ajuda a trazer mais pessoas para a cidade.

Shenzhen, China

Shenzhen, na China, já pode ser considerada uma Vale do Silício — mas do hardware. Muitas startups acabam indo para a cidade pelo preço das peças, que é bem abaixo do mercado. Um documentário da Wired conta a história de Shenzhen como pólo de inovação na China. Com o Vale do Silício focando em software, cabe a Shenzhen participar da produção do hardware.

Algumas décadas atrás, a cidade chinesa tinha apenas 300 mil habitantes — hoje já são mais de 10 milhões. Isso se deve a um programa chinês chamado Zonas Econômicas Especiais. Na década de 70, a China sofria com uma extrema pobreza. Então, foram criadas Zonas Econômicas Especiais, em que a economia seria mais aberta do que em outros lugares do país. Por ser próxima de Hong Kong, Shenzhen foi a primeira dessas zonas.

Assim, Shenzhen foi pioneira a experimentar a prática do capitalismo com ideais socialistas. O conceito de ter mais liberdade para criar e viver atraiu pessoas para a cidade e ajudou a tornar a cidade no que ela é hoje.

Helsinki, Finlândia

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Helsinki, Finlândia. Foto: Istock/Getty Images

O frio constante não impede que Helsinki, na Finlândia, destaque-se como um dos pólos de inovação na Europa — e um possível novo Vale do Silício. A história empreendedora de Helsinki começa há mais de 100 anos. Em 1865, surgia a Nokia, empresa que já esteve à frente no mercado quando o assunto é telecomunicações e que acabou comprada (em parte) pela Microsoft em 2013.

Não só Helsinki, mas o espírito empreendedor está em outras partes da Finlândia. Foi no país, por exemplo, que nasceu a Rovio, a produtora de “Angry Birds”, e a Supercell, que criou “Clash of Clans”. Aliás, o foco nos games é um dos principais destaques de Helsinki.

Além disso, há um grande incentivo público pelo empreendedorismo e inovação — e que começa muito cedo, na educação. Já falamos sobre o sistema de ensino finlandês, que foca na criatividade da criança e dá liberdade para ela desenvolver as suas ideias — e como isso se reflete tempos depois.

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