Como Roterdã se tornou um exemplo de cidade inteligente
Buildings on the embankment of Rotterdam - the Netherlands
Foto: iStock/GettyImages
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Como Roterdã se tornou exemplo de cidade inteligente

Kaluan Bernardo em 30 de outubro de 2016

Em 2015 Roterdã, uma das maiores cidades da Holanda, foi eleita a melhor cidade europeia pelo Urbanism Awards, um prêmio da Academia de Urbanismo. Parte do mérito vem do como a região está olhando para o conceito de cidade inteligente.

Em um documento sobre o planejamento inteligente da cidade, urbanistas defendem o uso de dados e informações geográficas para planejar a prosperidade e a sustentabilidade ecológica de Roterdã. Eles entrevistaram diversos cidadãos e usaram padrões europeus de dados, promoveram hackathons de desenvolvimento de software e ouviram os cidadãos por meio de aplicativos.

Com esses dados, eles criaram mais de 100 indicadores diferentes para analisar quais eram as necessidades de cada região e criar soluções específicas para elas. Cada região da cidade foi dividida em blocos, quarteirões e em 90 bairros diferentes.

Com os dados em mãos, promoveram fóruns multidisciplinares com cidadãos engajados e outras personalidades chave (de moradores a investidores) para desenvolver as soluções nas mais diferentes áreas. Todas as decisões são tomadas levando em conta os dados. Os governadores também criam um sistema para acompanhar as mudanças e ver se os resultados realmente estão sendo positivos. Durante 2013, fizeram isso mais de 30 vezes para decidir estratégias de gestão de água a promoção de saúde ou criação de bairros amigáveis para crianças. No momento há mais de 200 projetos de inovação em Roterdã.

Foi assim, por exemplo, que decidiram criar piscinões para acabar com as enchentes. Diferente dos que foram criados em São Paulo, os de Roterdã foram pensados para serem também espaços de convivência. Quando não há chuvas, são praças pública; quando chove, canalizam a água.

Piscinões em Roterdã. Foto: C40/Divulgação

Piscinões em Roterdã. Foto: C40/Divulgação

Como Roterdã se tornou uma cidade inteligente

Frank Vieveen, gerente do Programa de Cidade Inteligente de Roterdã, diz ao site The New Economy que uma cidade inteligente é aquela que é “à prova de futuro”. “Queremos garantir que nossa cidade não seja apenas um bom lugar para viver e trabalhar, mas também temos a ambição de continuar melhorando-a para atender as necessidades futuras”, comenta.

Para isso, mais do que empregar tecnologia, é essencial envolver cidadãos. É por isso que eles destinam, todos os anos, 3 milhões de euros a cidadãos e organizações procurando por inovações criativas. Foi assim que em 2015 conseguiram mais de 250 ideias – 76 foram acionadas. “Além disso, temos uma série de grupos de WhatsApp dos bairros nas quais as pessoas informam problemas de segurança”, comenta.

Roterdã tem até um Distrito de Inovação, uma região voltada apenas a promover a transformação. Lá há instituições progressistas e negócios voltados a trabalho com incubadoras, aceleradoras e startups. “O Distrito da Inovação será um exemplo de nosso desenvolvimento orientado ao futuro”, diz. Mas há outros clusters de inovação na cidade, como o RDM Roterdã, ClimateLab, Climatelab Zomerhofkwartier, Fieldlab SmartFood e o Distrito Central.

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