Ohlala, o aplicativo de relacionamentos que permite encontros pagos
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Ohlala, o aplicativo de relacionamentos que permite encontros pagos

Camila Luz em 4 de agosto de 2016

O Ohlala é um aplicativo de relacionamentos que poderia se assemelhar ao Tinder ou ao Happn se não fosse por uma diferença significativa: homens pagam em dinheiro por encontros com mulheres.

screenshot do aplicativo Ohlala

Foto: Divulgação

O aplicativo, que ainda não opera no Brasil, funciona na Alemanha desde agosto de 2015. A primeira cidade a começar a utilizá-lo foi Berlim, seguida por municípios como Frankfurt, Munique e Hamberg. Nesses locais, o Ohlala facilitou mais de 2.500 encontros pagos. Em fevereiro deste ano, o programa começou a rodar em Nova York, nos Estados Unidos, com o objetivo de ser ainda mais eficiente.

No Ohlala, homens criam seus perfis e postam sugestões de encontro, dizendo o quanto estão dispostos a pagar e por quanto tempo. A proposta fica disponível no aplicativo por 21 minutos, tempo que as mulheres têm para analisá-la e respondê-la. Se a requisição agradar, é só a mulher iniciar um chat com o usuário para combinar mais detalhes. Os perfis femininos só podem ser vistos pelos homens quando mulheres aceitam suas propostas.

Só homens podem pagar pelos encontros?

Pia Poppenreiter

Pia Poppenreiter, criadora do aplicativo. Foto: Reprodução/LinkedIn

Por enquanto, sim. Mas a criadora do aplicativo, Pia Poppenreiter, disse ao site Gizmodo que está pensando em lançar uma versão para mulheres em breve, além de um aplicativo para o público LGBTQ.

Mulheres são as principais vítimas de violência sexual e o desenvolvimento de uma plataforma que permite aos homens pagar por encontros certamente traz essa discussão à tona. Pia afirma que o objetivo do Ohlala não é garantir sexo fácil, e sim facilitar e acelerar as coisas dentro de um aplicativo de relacionamentos.

No Tinder, por exemplo, há usuários com diferentes objetivos. Alguns buscam apenas diversão, enquanto outros querem encontrar o amor de suas vidas. O objetivo do Ohlala é facilitar o que pode ser complexo. Nada de trocas de mensagens infinitas antes de marcar de sair. Tudo é feito de forma prática quando o cara oferece o encontro logo de cara.

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screenshot do aplicativo

Foto: Divulgação

Ao site Bustle, Pia diz que é praticamente impossível saber o que rola durante os encontros. Ela argumenta que pessoas estão procurando por “coisas diferentes” e que “não pode confirmar se sexo está na jogada”. No entanto, se isso acontecer de forma consensual entre dois adultos, não tem problema.

A fundadora também garante que o Ohlala faz o possível para proteger suas usuárias da violência sexual. Para ela, conhecer alguém online costuma ser mais seguro do que conhecer alguém aleatório em um bar. O Ohlala também verifica informações sobre os usuários homens, como dados do cardão de crédito e endereço IP.

Já as usuárias podem classificar encontros e reportar homens que agiram mal. Esse feedback fica disponível apenas para a equipe do Ohlala, a não ser que escolham deixá-lo público. Pia também revelou que estão trabalhando em uma forma de permitir que a mulher possa fazer check-in no local do encontro, para que alguém sempre saiba qual é sua localização.

Aplicativo de relacionamentos “instantâneos”

De acordo com Pia, o aplicativo está dentro da lei nos países em que atua. Em Nova York, foi preciso deixar claro para os usuários que não podem promover nenhuma atividade ilegal. No caso, a prostituição. “Obviamente não vamos tolerar nenhuma atividade ilegal. E nós temos o direito de notificar nossos usuários quando acharmos que há alguma atividade como essa em andamento e de bani-los”, explicou ao Gizmodo.

O Ohlala gostaria que pessoas não se focassem na parte “paga”, e sim na parte “instantânea”. O objetivo é acelerar encontros e torná-los realidade o mais rápido possível.

O que você pensa sobre o aplicativo Ohlala? Concorda com Pia, ou acha que é prostituição? Dê o seu voto:


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