A tecnologia blockchain chegou aos bancos; o que podemos esperar?
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A tecnologia blockchain chegou aos bancos; o que devemos esperar?

Pedro Katchborian em 14 de outubro de 2016

Em quase toda conversa sobre tecnologias que devem se tornar populares em breve, o blockchain costuma ser debatido. A inovação, que surgiu junto com a bitcoin e que já explicamos detalhadamente neste post, costuma ser referência quando o assunto é autenticação e segurança. Até por isso, a tecnologia é constantemente relacionada a rastreabilidade de produtos — diamantes, dinheiro e até atum. Tudo para evitar transações fraudulentas. É de se imaginar, então, que bancos estejam olhando com carinho para o blockchain.

Recentemente, uma pesquisa da IBM com 200 bancos globais mostrou que essa inovação vem para ficar. Segundo o estudo, 15% dos bancos já estarão usando a tecnologia até o final de 2017. Além desses, outros 65% disseram que devem abraçar a inovação em breve. A projeção da empresa é que até 2020 quase todos os bancos utilizem a tecnologia.

No Brasil, alguns bancos como Itaú e Bradesco já demonstraram interesse na tecnologia. Os dois bancos aderiram ao consórcio da R3, empresa estadunidense de inovação. A ideia é que todas essas instituições financeiras desenvolvam aplicações para o blockchain. Fernando Freitas, gerente de inovação do Bradesco, deixa claro que essa colaboração entre os bancos é necessária para que a tecnologia seja aplicada em um futuro próximo.

“Essa tecnologia só faz sentido quando ela é empregada de forma distribuída. E o Bradesco vai trabalhar com outros bancos brasileiros e estrangeiros para implementá-la”, diz.

Por mais que a bitcoin exista desde 2010, não há padronização do blockchain. Todo mundo está buscando uma padronização, como foi com a internet na década de 90.

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Segundo Fernando, o Bradesco já trabalha há pelo menos um ano com uma equipe para ajudar nessa padronização e aplicar a tecnologia no atendimento ao consumidor final. Até agora foram feitos alguns testes. Fernando conta que em um deles é para conseguir financiar uma cadeia de valor, garantindo que todos os contratos estejam no blockchain. Ou seja: garantir que aquele contrato vai ser honrado ao confirmar que o agente em questão já honrou outros.

Outro teste que o banco tem feito envolvem as fraudes: “Estamos olhando a possibilidade de conseguir compartilhar possíveis máquinas fraudulentas com todos os agentes financeiros”, afirma. Assim seria possível mostrar quais são as fraudes e de onde vieram, criando uma rede de segurança.

Blockchain: reflexo do futuro do dinheiro

Fernando concorda que estamos caminhando para um futuro com cada vez mais dinheiro de papel. “As economias mais maduras têm menos moedas circulantes”, diz. Para ele, o blockchain pode ser uma das tecnologias essenciais para esse futuro. “Ele distribuí a transação entre todos os agentes e de forma simultânea, com uma imutabilidade que ninguém consegue alterar”, diz.

A expectativa de Fernando é que essa tecnologia atinja o consumidor final em um curto período de tempo: de 12 a 24 meses. Para o gerente, não há a necessidade do cliente entender perfeitamente do que se trata o blockchain:

Ninguém pergunta como é a tecnologia da internet. Você só sabe que funciona.

Para ele, a explicação mais objetiva do que é o blockchain é a seguinte: “É uma tecnologia que permite a segurança sem um agente central. Todos os agentes do ecossistema conseguem fazer”, diz.

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