Pantys: calcinha absorvente é alternativa sustentável na menstruação
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Foto: Reprodução/Facebook
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Calcinha absorvente é alternativa sustentável na menstruação

Aretha Yarak em 25 de setembro de 2017

Um novo produto que chegou recentemente no mercado brasileiro pode se tornar um grande aliado feminino. É a calcinha absorvente, lançada por aqui pela marca Pantys. Ao lado dos copos coletores, ela promete ser uma opção segura e confortável, além de reduzir o impacto ambiental causado pelos absorventes tradicionais. De acordo com a Pantys, uma única calcinha pode substituir até 400 absorventes por ano, e reduzir drasticamente o lixo produzido.

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As calcinhas absorventes começaram a ficar mais conhecidas por aqui no final do ano passado, com um vídeo postado pela nutricionista Bela Gil. Famosa por suas escolhas naturais (e, por vezes, polêmicas), ela contou que tinha decidido trocar os absorventes tradicionais pelas calcinhas, para produzir menos lixo e gerar um impacto ambiental menor. O vídeo acabou dividindo opiniões e causando certo furor nas redes sociais, o suficiente para tornar o produto conhecido por aqui.

Como funciona a calcinha absorvente

Confeccionada com uma tecnologia própria e patenteada, a Pantys é feita com um tecido de fibras naturais, antimicrobiano e respirável, com capacidade de bloquear odores e de alta absorção. O resultado é um forro fininho, mas que se equivale em capacidade a dois absorventes externos, em média.

Ela pode ser usada como proteção diária ou apenas durante os dias da menstruação — sozinha ou como uma segurança a mais para evitar vazamentos. Segundo a marca, elas suportam de seis a dez horas, nos dias de fluxo intenso, ou o dia todo quando o fluxo está mais leve.

O ideal, no entanto, é que a mulher conheça a intensidade da sua menstruação e faça sua própria rotina. E isso vale também para a escolha do modelo: cada um se adequa melhor a um perfil físico e menstrual.

Apesar da calcinha ter tratamento antimicrobiano, a ginecologista Flávia Fairbanks, da Clínica FemCare, de São Paulo, indica que ela seja trocada com menos tempo. “Assim como os absorventes, o recomendado é que elas sejam substituídas a cada três horas, por uma questão de higiene e segurança”, comenta. A precaução é para evitar a proliferação de fungos e bactérias ao toque úmido do líquido da menstruação.

A peça pode ainda ser uma boa alternativa para mulheres que têm alergia a alguns tipos de absorventes tradicionais, e sofrem desconforto durante o ciclo menstrual. Como são produzidas a partir de produtos naturais, a tendência é que elas também sejam menos alergênicas. “Mas se já existe um histórico de alergia, é mais indicado consultar um médico para identificar o material que está gerando a reação”, comenta a ginecologista Flávia Fairbanks.

Calcinha absorvente para a brasileira

A calcinha é reutilizável, tem lavagem bem simples e dura, aproximadamente, dois anos. E é essa durabilidade, associada à eficácia do produto, que vem conquistando a adesão de mulheres como a nutricionista Bela Gil.

Estima-se que, durante sua vida fértil, a mulher tenha em torno de 450 ciclos menstruais e descarte uma média de 150 quilos de absorventes. O resultado é um alto impacto ambiental. Ao optar pelo uso da calcinha, ela estaria fazendo uma escolha mais sustentável e mais econômica.

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Foto: Divulgação

Até poucos meses, quem quisesse experimentar a novidade era obrigada a importar o produto e pagar um valor bem salgado. Com a chegada da Pantys, a primeira marca nacional a confeccionar esse tipo de produto, as peças ficaram mais acessíveis. Elas são encontradas no e-commerce da marca e custam de R$ 75 a R$ 95, dependendo do modelo (tanga, biquíni, clássica e hot pant).

Segundo a Pantys, foi preciso fazer uma releitura do produto que é comercializado no exterior para se adequar ao comportamento das brasileiras. Nos EUA, 70% das mulheres usam absorvente interno, e a calcinha é apenas um método de apoio para evitar “acidentes”. Já as brasileiras fazem o oposto: 86% optam pelo produto externo. Por isso, a marca garante que desenvolveu uma tecnologia que deixou a calcinha nacional com uma maior capacidade de absorção.

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