Ceará está construindo uma pequena cidade inteligente
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Fortaleza, Ceará. Foto: Istock/Getty Images
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Como o Ceará está construindo uma pequena cidade inteligente

Pedro Katchborian em 2 de setembro de 2016

No distrito de Croatá, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará, a inovação pede passagem. O local irá abrigar uma pequena cidade inteligente, oferecendo radares de segurança, bicicletas compartilhadas e até irrigadores conectados à internet que, sabendo das condições meteorológicas, vão poder determinar o volume de água necessário para as plantas.

São 23 hectares de área, que podem abrigar de 20 a 30 mil pessoas. O espaço também contará com 30 hectares para atividades industriais e 12 para uso comercial. Também chama a atenção a quantidade de espaço verde: apenas 46% do território será de casas e o restante será de áreas verdes.

Os preços dos imóveis ficam entre R$99 e R$145 mil, todos com área entre 45 e 65m², isso para os primeiros 1.468 lotes da primeira fase do projeto. O território também tem uma lagoa artificial, daí o nome do projeto: Laguna. A área comercial e industrial se chamará Ecopark.

Todos os cabos de internet e energia serão subterrâneos, sendo que a internet será disponibilizada de graça. Atualmente, são 12 imóveis em construção. Vale dizer que a cidade inteligente não é um condomínio fechado: qualquer pessoa poderá entrar no local. É como se fosse uma continuação da cidade de São Gonçalo.

Os destaques da cidade inteligente

Tudo começou quando a Planet Idea fez um desafio chamado Smart City, em Israel, em que dez startups apresentaram ideias para a Laguna. A GreenIQ foi uma das companhias vencedoras: ela produz sistemas de irrigação inteligentes. Os sprinkles podem se conectar à internet e fazem o download dos dados meteorológicos, para assim usar a quantidade correta de água e não desperdiçar. Caso seja comprado separadamente, esses irrigadores custam 249 euros cada.

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A empresa Pixtier será responsável por fazer um mapeamento 3D da cidade com fotos tiradas por drones. A ideia é fazer mapas da cidade a cada três ou seis meses. Além da Pixtier, a Magos System é outra companhia envolvida no projeto. A empresa é responsável por fazer radares de segurança. As lixeiras também vão conter sensores que avisarão o serviço de coleta de resíduos municipal.

Dilemas com o restante da cidade

Em entrevista ao UOL, Vitor Samuel da Ponte, secretário de desenvolvimento econômico de São Gonçalo do Amarante, falou sobre o principal dilema da cidade inteligente: a relação com o seu entorno.

Como São Gonçalo do Amarante não tem a maioria dos avanços tecnológicos da Laguna, questiona-se como o projeto vai trazer benefícios para a cidade. Mas ele diz:

Traz um exemplo, um modelo diferenciado de qualidade de vida para inspirar projetos iguais.

Segundo ele, já tem outros projetos imobiliários no município e fora dele se inspirando e copiando pelo menos em parte o conceito da smart city.  A ideia é que a população de São Gonçalo aumente junto com o projeto da cidade inteligente. De acordo com Paulo poderia se cogitar até implementar parte dos avanços da Laguna no restante da cidade caso se chegue a uma meta de 30 mil pessoas na Laguna.

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