Cidades inteligentes terão seu próprio sistema operacional?
Shoppping Street in Shanghai
Foto: iSotck/Getty Images
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Cidades inteligentes terão seu próprio sistema operacional?

Diana Assennato em 27 de abril de 2016

No futuro, da mesma forma que seu computador tem um sistema operacional próprio, o seu município também poderá ter um. Isso, é claro, se você viver em uma cidade inteligente – conceito que ganha cada vez mais força ultimamente.

A ideia vem do inglês smart cities e, basicamente, se refere a um conjunto de tecnologias integradas para melhorar a vida das pessoas. André Lemos, pesquisador da UFBA (Universidade Federal da Bahia) define o conceito da seguinte forma: “Cidade inteligente refere-se a processos informatizados sensíveis ao contexto, lidando com um gigantesco volume de dados (Big Data), redes em nuvens e comunicação autônoma entre diversos objetos (Internet das Coisas). Inteligente aqui é sinônimo de uma cidade na qual tudo é sensível ao ambiente e produz, consome e distribui um grande número de informações em tempo real”.

Há várias aplicações que podem enquadrar uma cidade nessa concepção. Mas, você pode imaginar uma em que os semáforos têm sensores e sabem o melhor momento de abrir e fechar, as luzes se acendem apenas quando o ambiente fica escuro, ou que todos os cidadãos têm acesso a dados de poluição. Esses são apenas alguns exemplos.

Para que o grande volume de dados seja organizado e os objetos consigam comunicar-se entre si de forma adequada, é importante que o município tenha um sistema que integre tudo isso. E é aí que entra a ideia de um sistema operacional para a cidade.

Leia também: O futuro da tecnologia segundo investidores

Como são os sistemas operacionais das cidades inteligentes

Diversos desenvolvedores independentes e grandes marcas têm trabalhado para desenvolver o sistema operacional de uma cidade. A IBM, por exemplo, criou o Intelligent Operations Center (Centro de Operações Inteligentes, em português), que funciona no Rio de Janeiro.

O sistema, implantado na capital carioca em 2012, permite que autoridades públicas consigam acompanhar, com precisão, o tráfego nas principais vias; acompanhem ações policiais em mais de 500 pontos que contam com câmeras; e ainda fiquem de olho em previsões meteorológicas.

As ferramentas do Centro de Operações ainda servem para a prefeitura planejar situações excepcionais, como organizar o réveillon, ordenar o trânsito em dia de um festival como o Rock in Rio etc.

A inovação ganhou tanto reconhecimento que levou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a ser palestrante do TED, e ainda rendeu destaque no jornal The New York Times.

Há outros casos. Na Inglaterra  há o Bristol is Open, desenvolvido em parceria pelo conselho municipal e a Universidade de Bristol. Ele também funciona como um sistema operacional, feito para gerenciar sensores de poluição, de iluminação e diversas câmeras locais.

O projeto coleta os dados de diversos cidadãos e disponibiliza, de forma anônima, em um portal aberto. Muitos dos dados são utilizados por pesquisadores acadêmicos, mas também por curiosos e políticos preocupados em desenvolver políticas inovadoras para melhorar a qualidade de vida na cidade.

O projeto foi iniciado em 2015 e deverá se desenvolver até 2018. Veja mais no vídeo abaixo:

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