Brasil é um dos piores países em igualdade de gênero
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Brasil é um dos piores países em igualdade de gênero, diz Fórum Econômico Mundial

Kaluan Bernardo em 27 de outubro de 2016

Em termos de igualdade de gênero, o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. É o que indica um relatório recente do Fórum Econômico Mundial, divulgado em Genebra, Suíça.

Entre os 144 países analisados, o Brasil fica em 79º quando o termo é igualdade entre gêneros. Ficamos atrás de outros países latinos, como Honduras, Venezuela, Chile, México, El Salvador, Equador, Colômbia e Cuba. Os melhores do ranking são Islândia, Finlândia, Noruega, Suécia e Ruanda.

mapa de igualdade de gêneros

Foto: Reprodução/Site

O Fórum leva em conta aspectos educacionais, econômicos e políticos para elaborar o ranking. Para cada um deles, dão nota de 0 (pior) a 1(melhor).

Nossa pior nota é no ranking político, com uma nota de 0,132 – que nos deixa em 86º no placar. A média mundial é de 0,233. A falta de mulheres em cargos ministeriais, no Congresso e o tempo que tivemos com uma mulher na presidência foram mensurados. Com o impeachment de Dilma Rousseff e um novo corpo ministerial sem mulheres é possível que nossa nota caia mais.

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A desigualdade econômica entre homens e mulheres

No ranking educacional, nossa nota é ok: 0,998. Ficamos em 42º lugar. Temos a nota máxima quando o assunto é igualdade de participação no ensino médio e universitário. No entanto, apesar de não haver grande desigualdade na educação, há grande desigualdade na participação econômica e oportunidades. Nesse quesito, nossa nota é 0,640 e ficamos em 91º no ranking.

A maior parte da desigualdade econômica vem da diferença de salários para trabalhos semelhantes. Nesse, ficamos em 129º, com nota 0,498 – a média global é de 0,622.

Para equiparar as condições econômicas entre gêneros no País, serão necessários 95 anos, estima o relatório. Se forem abordados também os aspectos sociais, educacionais e políticos, serão 104 anos.

A necessidade de igualdade entre gêneros

Além da necessidade ética e moral de trazer igualdade, há também o fator econômico. Conquistar igualdade de gênero pode aumentar o PIB do Reino Unido em US$ 240 bilhões; dos Estados Unidos em US$ 1, 2 bilhão; do Japão em US$ 526 bilhões; e da Alemanha em US$ 285 bilhões.

Melhorar, por exemplo a igualdade entre gêneros na saúde, diminuirá a morte infantil de meninas. Com isso, teremos mais força de trabalho e mais ganhos, que se reverterão para a educação. Com uma educação mais rica e igualitária, teremos uma população mais rica, capaz de injetar mais dinheiro na economia. E, com isso, reduzir ainda mais a desigualdade.

“Juntos, tecnologia e talento determinarão como a Quarta Revolução Industrial poderá trazer crescimento econômico sustentável e inúmeros benefícios para a sociedade”, diz o relatório. No entanto, enquanto a metade feminina do mundo não for igualmente contemplada por essas mudanças, “iremos comprometer a inovação e correremos o risco de aumentar a desigualdade”, diz o relatório.

O problema é que boa parte do mundo ainda não está andando nesse sentido. Enquanto 68 países reduziram a desigualdade, outros 74 pioraram a situação.

No entanto, o relatório mostra que as mudanças vão acontecer – ainda que lentas. Ele diz que, se tudo continuar nesse ritmo, na média geral, os indicadores estarão equilibrados em 83 anos na maioria dos países. O problema é maior nos rankings econômicos e de saúde. Nesses, se continuarmos no ritmo atual, só encerraremos a desigualdade em 170 anos. É preocupante.

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