O que é a economia da reputação e o que esperar dela no futuro
economia da reputação
Foto: Istock/Getty Images
Nova Economia > Modelos Disruptivos

O que é a economia da reputação e o que esperar dela no futuro

Pedro Katchborian em 21 de dezembro de 2016

“Meu, isso é muito Black Mirror”. A frase pode ter virado meme nos últimos meses, mas é inegável: a série da Netflix sobre um futuro distópico envolvendo tecnologia está mais próxima da nossa realidade do que pensamos. Em um episódio da terceira temporada, por exemplo, cada pessoa tem uma nota em um aplicativo — e tudo o que ela faz influencia nessa avaliação. É, de certa forma, a atual economia da reputação.

O termo não é novo: a Forbes já o discutia em 2013, quando aqui no Brasil só se pegava táxi e acomodação barata quase não existia. A economia compartilhada chegou chutando a porta de todos os mercados e hoje é uma realidade. Mas você já parou para pensar no que ela trouxe consigo?

No Uber, você entra no carro de um estranho. Alguém que nunca viu na vida — e você só tem a confiança por que o aplicativo mostra quanta estrelas aquele motorista tem. O mesmo com o Airbnb: você cederia a sua casa para uma pessoa que nunca viu na vida? Muita gente tem feito isso, baseado apenas nos critérios da plataforma. Essa é a tal economia da reputação.

Outro indicativo desse movimento são pesquisas que mostram o hábito de consumidores: 90% das pessoas que compram online são influenciadas pelas avaliações dos produtos, segundo uma pesquisa da Dimensional ResearchIsso também vale para outros mercados, como o de negócios: não é novidade recrutadores darem uma boa olhada no seu perfil do Facebook antes de te contratarem. Tudo é parte da economia da reputação.

A economia da reputação para o futuro

A economia da reputação tem implicações para pessoas e empresas. Se para pessoas ela é importante para esses pequenos serviços e plataformas, para as companhias elas podem ser a chave do sucesso.

Esqueça aquela história do “estagiário que cuida das redes sociais”. Para Daniel Burrus, futurista e colunista do Huffington Post, o futuro indica um caminho em que a reputação é tão importante quanto o capital de uma empresa:

Os profissionais encarregados da sua reputação digital devem ser tão competentes e experientes como as pessoas que protegem o seu dinheiro.

Há inúmeros exemplos no Brasil de como uma boa reputação pode alavancar os negócios, ainda mais quando é genuína. Em abril de 2016, por exemplo, um homem contou uma história no Facebook: de como ele havia tentado consertar o seu iPhone e, depois de passar por uma loja que disse que a troca de peças sairia por R$ 180, acabou indo em outra que foi honesta e disse que o celular só precisava de uma limpeza — e não cobrou nada pelo serviço. A postagem no Facebook recebeu 323 mil likes e 72 mil compartilhamentos. O resultado? Aumento de 900% no número do clientes.

Para Burrus, com a economia da reputação vem uma nova oportunidade. “Você só precisa ser inovador o suficiente para ver e inteligente o suficiente para tirar vantagem dessa oportunidade”, comenta. Para ele, a pessoa que conseguir como evitar acidentes como um político que manda um tuíte estúpido ou uma companhia que faz uma campanha que não dá certo no Facebook terá um ótimo negócio. Antever a gestão de crise, basicamente.

Ele destaca que cada vez mais as “provas sociais” farão sentido. “Você pode dizer que a sua empresa é a melhor, mas quando milhares ou milhões de pessoas usam a rede social para dizer que você é o melhor, você tem uma prova social“, completa

Gostou deste post? Que tal compartilhar:
ESCOLHA DO EDITOR
Últimos
Trend Tags
Array ( [0] => 205 [1] => 76 [2] => 12 [3] => 237 [4] => 97 [5] => 249 [6] => 222 [7] => 62 [8] => 157 [9] => 276 [10] => 259 [11] => 86 [12] => 267 [13] => 94 [14] => 68 [15] => 16 [16] => 167 [17] => 115 [18] => 186 [19] => 17 [20] => 102 [21] => 173 [22] => 238 [23] => 175 [24] => 92 )
Vídeos
Copyright © 2016 Free the Essence