Espaços só para mulheres fomentam bem-estar e empreendedorismo
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Foto: Reprodução/Site
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Espaços só para mulheres fomentam criatividade e bem-estar

Pedro Katchborian em 4 de novembro de 2016

O ecossistema de startups e empreendedorismo costuma ser hostil com mulheres. A prova disso é o número de startups controladas por mulheres: em 2014, apenas 18% das startups fundadas naquele ano tinham pelo menos uma mulher à frente da empresa, segundo dados da Crunchbase. Embora exista um aumento interessante — em 2009, esse número era de 10%, logo, tem aumentado desde então –, uma equidade ainda parece longe de acontecer. Alguns espaços só para mulheres buscam modificar esses números.

O The Wing é um grupo fundado por Audrey Gelman e Lauren Kassan. Descrito pelo JWT Intelligence como um “clube social”, o The Wing foi inaugurado em outubro de 2016 e já teve eventos com personalidades como a atriz e roteirista Lena Dunham, além de mulheres influentes na área fashion, de mídia e da tecnologia.

The Wing Foto: Reprodução/Site

The Wing Foto: Reprodução/Site

A ideia, segundo as fundadoras do grupo, é criar espaços só para mulheres colaborarem entre si, além de promover atividades como beber, ler, descansar, entre outras. Localizado em Nova Iorque (EUA), esse espaço para as mulheres não é o primeiro. O HeraHub é um grupo de networking com pelo menos quatro estabelecimentos também nos Estados Unidos, com mais de 400 participantes ativas. Em Los Angeles, o Paper Dolls e o One Roof Woman estão reinventando os coworkings, trazendo atividades como yoga e meditação para os espaços criativos.

Os espaços só para mulheres não são restritos aos Estados Unidos. Em Londres há o The WW Club, local para conectar e inspirar mulheres ao redor do mundo. A fundadora, Phoebe Lovatt, mudou-se para Los Angeles em 2015 e abriu uma filial do The WW Club nos Estados Unidos. Desde que foi criado, o espaço promoveu discussões, mentorias, encontros e workshops em cidades como Londres, Paris, Nova Iorque e Taipei. Para participar do clube é necessário pagar uma mensalidade de apenas US$ 9 por mês.

“Minha missão é prover as ferramentas práticas para que as mulheres possam ter vidas autônomas e criativas“, diz Lovatt ao JWT Intelligence. Como misturam trabalho, networking, criatividade e bem-estar, esses clubes para as mulheres acabam funcionando como hubs de empreendedorismo, fomentando ideia.

Além dos espaços só para mulheres

Acredita-se que tipo de iniciativa de ter espaços só para mulheres discutirem e trabalharem em conjunto pode ajudar a diminuir o gap de gênero na indústria da tecnologia. Nos Estados Unidos, por exemplo, as mulheres representam 47% de todos os trabalhadores. Na área de tecnologia, o número cai para 22%. Todd Thibodeaux, do CIO, fez uma lista de atitudes que podem diminuir esse gap.

Entre as dicas, está a de parar de espalhar mulheres pela empresa: muitas companhias acabam colocando mulheres em equipes inteiramente masculinas, apenas para dizer que há alguma busca pela diversidade. Outra dica é trazer referências de mulheres que se deram bem na área, para que exista uma identificação e um consequente incentivo para que elas se arrisquem na área.

Ainda, para Todd, deve existir uma nova estratégia de recrutamento, além de uma nova cultura positiva e autossustentável. “Conseguir superar o gap de gênero na tecnologia requer sair da zona de conforto antes de pedir para as mulheres fazerem o mesmo”, diz.

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