Economia da Flexibilidade: novo nome para Gig Economy?
Smartphone, coffee tablet and laptop in man hands outdoors
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Economia da Flexibilidade: novo nome para Gig Economy?

Redação em 19 de abril de 2016

Há muitos nomes para setores da Nova Economia. Alguns falam em Economia Compartilhada. Outros, em Gig Economy. Oisin Hanrahan, CEO da Handy, startup norte-americana, acredita que dá para juntar tudo em um único conceito: Economia da Flexibilidade.

A Handy é uma startup que conecta prestadores de serviços domésticos a quem precisa deles. Desde 2012, já intermediou mais de 2 milhões de propostas. É uma empresa da Economia Flexíbilidade. Nesse guarda-chuva, também poderia entrar o Uber. Ou o AirBnB.

No que consiste então a Economia da Flexibilidade? Em modelos de negócios flexíveis. Em uma ponta, você tem alguém que oferece um produto ou serviço de diferentes formas. Ela não está alugando a casa por um mês, está compartilhando-a por um tempo. O motorista do Uber não estaria trabalhando como motorista fixo, estaria só vendendo parte de seu tempo. A Economia da Flexibilidade inclui tanto o que o consumidor quer, quanto o que o profissional que vende seus serviços deseja.

O profissional pode oferecer seu trabalho de acordo com suas necessidades financeiras e disponibilidade de tempo. “É menos sobre demanda e mais sobre flexibilidade “, disse Hanrahan em entrevista ao site Entrepreneur.

Economia da flexibilidade é empoderadora?

Para Hanrahan, sim.  Airbnb, Uber, Handy e serviços similares são mais do que “sob demanda”. Por isso, são flexíveis para todos. O prestador faz seu horário e escolhe os serviços que quer pegar, de acordo com sua necessidade e disponibilidade. O mesmo acontece com quem contrata.

Promover a Nova Economia como flexível reforça a ideia de que pessoas que limpam a casa pelo Handy ou dirigem carros pelo Uber não são empregados. As relações de trabalho ficam mais horizontais e menos hierárquicas.

Um prestador de serviços para a startup de Hanrahan não tem contrato formal e, por isso, não recebe benefícios. Para a Handy, isso é vantajoso, pois reduz custos. O colaborador, por outro lado, na teoria, pode faturar mais de US$ 18 por hora.

Segundo Hanrahan, esse é um ponto positivo de prestar serviços para plataformas inovadoras. Ele acrescenta:

Nossos profissionais querem uma programação flexível. Eles conversam conosco o tempo todo sobre como gostam de ser empreiteiros, como gostam de ser seu próprio chefe, de ter autonomia.

“Acho que é muito diferente de falar com funcionários. É outro tipo de relação”, conclui.

As controvérsias da Gig Economy. Ou da Economia da Flexiblidade

Ser seu próprio chefe, fazer os próprios horários e escolher como quer prestar seu serviço ou vender sua mercadoria é empoderador. Por outro lado, receber pagamentos fixos, benefícios trabalhistas e trabalhar uma quantidade pré-estabelecida de horas por dia também.

Empregos seguros podem ajudar o trabalhador a planejar o futuro, comprar uma casa ou fazer uma poupança para a faculdade dos filhos. Para trabalhar por conta própria, é preciso assumir riscos. Os trabalhadores estão sujeitos à demanda, que pode variar.

O Uber vale bilhões de dólares. Os motoristas, entretanto, têm paralizado as ruas em protestos aos baixos valores cobrados aos passageiros. Em março deste ano, segundo a Folha de S.Paulo, as greves miravam “a redução de 15% da tarifa e o aumento do número de motoristas”, o que estaria diminuindo os ganhos.

A empresa norte-americana  pretende aumentar seus lucros e seu valor de mercado. Já os motoristas vão precisar trabalhar cada vez mais para manter o carro rodando. Eles não recebem benefícios trabalhistas e nem salário fixo. Como a plataforma não tem obrigação formal com seus prestadores de serviço, eles ficam sujeitos à essas variações.

O que faz a Handy

A Handy foi fundada em 2012 para resolver um velho problema enfrentado por pessoas ocupadas: encontrar profissionais confiáveis para resolver problemas domésticos. Baseada em Nova York, a startup oferece serviços em 37 cidades dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá. Dezenas de milhares de profissionais estão disponíveis.

Para que a plataforma tenha sucesso, é preciso que os dois lados estejam dispostos a colaborar: tanto consumidores, quanto mão de obra. “Por isso, temos que escolher uma palavra que descreva os dois lados”, explica Hanrahan.

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