Jornada de trabalho é menor em países europeus
Jornada de trabalho menor
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Jornada de trabalho é menor em países europeus

Camila Luz em 16 de maio de 2016

Países europeus têm experimentado reduzir a jornada de trabalho de seus cidadãos. Em 2015, empresas suecas decidiram que os funcionários deveriam cumprir apenas seis horas por dia. Na França, desde 2000, a legislação estabelece um limite de 35 horas semanais. Por outro lado, asiáticos e latinos são os que enfrentam os maiores períodos de serviço.

Segundo análise publicada em 2015 no jornal médico britânico The Lancet, funcionários que trabalham longas horas têm maior risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa também buscou associar jornadas extensas com doenças coronárias. Nesse caso, os resultados foram menos conclusivos. Ainda assim, os estudiosos sugerem que pessoas que produzem por longos períodos devem ficar atentas à distúrbios do coração.

Reduzir a jornada pode ser uma forma de contribuir para que trabalhadores sejam mais saudáveis. O estresse e a exaustão seriam menores. Além disso, o tempo livre para praticar esportes e fazer outras atividades de lazer seria ampliado.

Leia mais: Jornada de trabalho intensiva pode aumentar a produtividade

No entanto, reduzir a jornada não significa produzir menos. Em períodos mais curtos, funcionários rendem melhor, para concluir todas as obrigações e sair na hora certa. Além disso, trabalhadores felizes se dedicam mais. Essa foi a justificativa encontrada pela Suécia para reduzir a jornada de trabalho em 2015: fazer as pessoas mais felizes e aumentar a produtividade.

Suécia introduz jornada de trabalho de seis horas

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No ano passado, a Suécia determinou que a jornada de trabalho seria reduzida de oito para seis horas. Algumas empresas do país nórdico já haviam adotado a ideia anteriormente. Os centros de trabalho da Toyota, por exemplo, fizeram a mudança há 14 anos. A companhia afirma que seus funcionários estão mais felizes e os lucros aumentaram.

Já a Filimundus, empresa focada no desenvolvimento de aplicativos, adotou os turnos reduzidos em 2014. O CEO da companhia, Linus Feldt, disse em entrevista ao site Fast Company que a jornada anterior não era adequada por vários motivos. “Manter-se focado por oito horas consecutivas é um desafio. Para lidar com isso, intercalamos o serviço com pausas e outras atividades, para que o dia fique mais suportável”, explica. “Ao mesmo tempo, temos dificuldade em gerir a nossa vida particular”, opina.

Feldt afirma que seus funcionários aprovaram a mudança de carga horária. “Queremos passar mais tempo com nossas famílias, aprender coisas novas e nos exercitar mais”, revela.

Para fazer a mudança, o CEO disse que os trabalhadores precisaram deixar distrações de lado, como as redes sociais. “A minha impressão é que ficou mais fácil focar no trabalho que precisa ser feito. Há energia para exercer as atividades e ainda resta disposição para aproveitar o dia ao deixar o escritório”, explicou.

Apesar de muitas empresas terem adotado a redução, a jornada de seis horas não é uma realidade para todos os suecos. Pia Webb, coach de carreiras em Estocolmo, capital do país, disse ao site da BBC que, em sua área, não conhece ninguém que trabalhe nessa quantidade.

Ainda assim, a Suécia ostenta a reputação de tentar equilibrar trabalho e vida pessoal. Empresas acreditam que jornadas flexíveis trazem rentabilidade e lucro. Nessa realidade, o funcionário tem tempo para se exercitar e organizar atividades com a família.

Além disso, segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento), apenas cerca de 1% dos funcionários suecos trabalham mais de 50 horas na semana. Outro relatório mostra realidades bastante diferentes em países de outras regiões do mundo.

Quanto trabalham os habitantes de outros países?

 O estudo da OCDE mostra que a Alemanha é o país onde habitantes trabalham por menores períodos. Em 2014, a média foi de 1.371 horas anuais. Baixos índices também foram encontrados em países como Holanda (1.425), Noruega (1.427) e Suíça (1.568). A média foi mais alta para países do Leste Europeu, como Rússia (1.985) e Lituânia (1.834).

Média de horas trabalhadas em 2014

Foto: ChartBuilder

Na América do Norte, habitantes dos Estados Unidos trabalharam, em média, 1.789 horas em 2014. No Canadá, 1.704. Por outro lado, o México é o país com as jornadas mais longas. Foram 2.228 horas trabalhadas.

Os números também sobem em países da Ásia e das Américas. Na Coréia do Sul, foram 2.124 horas trabalhadas em 2014. No Chile, 1.990. Nos outros anos, entretanto, as médias para o país latino foram mais altas.

Infelizmente, o Brasil ficou de fora dessas estatísticas. A jornada estabelecida por lei é de 8 horas, mas essa carga pode variar de acordo com profissão e cargo. Conhecendo nossa realidade, onde você acha que nosso país se encaixa: jornadas extensas ou jornadas de trabalho menores?

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