Manufatura exponencial e micromanufatura: o futuro da fabricação
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Foto: Istock/Getty Images
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Manufatura exponencial e micromanufatura: o futuro da fabricação

Kaluan Bernardo em 26 de maio de 2016

A indústria da manufatura é uma das que mais pode se beneficiar da evolução das tecnologias. Avanços nessa área podem baratear a fabricação de objetos, minimizar impactos no meio ambiente, democratizar o acesso aos meios de produção e, consequentemente, trazer grandes mudanças para a economia e a sociedade.

Por isso, a Singularity University, que funciona no campus da Nasa e é especializada em discussões sobre o futuro, organizou o evento “Exponential Manufacturing”, que aconteceu em Boston (EUA), reunindo mais de 50 experts da indústria.

Em uma série de textos, eles reuniram alguns dos principais insights que saíram do evento. Confira alguns deles abaixo:

As 4 tendências para a manufatura

1) A hora e vez da fábrica pessoal

As barreiras para entrar no mundo da mídia e da tecnologia diminuíram rapidamente nos últimos anos. Hoje é muito mais fácil alguém programar e conseguir se comunicar com muitos na internet. O mesmo deverá acontecer com a manufatura, que chega em escala aos makers.

Negócios como a Makerarm, que reúne, em um único dispositivo, ferramentas como impressora 3D, laser, corte e fresadora, podem transformar qualquer um em pequeno fabricante. Danielle Applestone, CEO de uma empresa chamada Other Machien Co, disse em sua fala:

Hoje você pode fazer o que quiser sem precisar lidar com a fábrica. Nós podemos construir eletrônicos em nossas garagens. Podemos usar os aparelhos mais cortantes, entregues diretamente pela Alibaba ou Digikey em nossas casas, construir produtos, colocar nosso firmware neles e entregar aos clientes sem ter que pedir permissão uma vez.

2) As máquinas podem acelerar o crescimento

É claro que ainda há muito temor em relação à inteligência artificial, se elas vão ou não tomar nossos empregos ou, ainda, se revoltar contra nós. No entanto, especialistas que falaram na conferência acreditam que as máquinas devem ser vistas como aliadas para aumentar a produção.

Hod Lipson, diretor no departamento de Máquinas Criativas da Universidade de Columbia disse em sua palestra: “O que um robô sabe será compartilhado com todos os outros robôs. Robôs de manufatura que estão fazendo inspeção e trabalhando em fábricas ganharão a experiência de milhares de vidas, e esse aprendizado acelerado irá juntar todas as tendências anteriores.

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3) Ideias podem ser validadas rapidamente

Não só o acesso à fabricação está mais democratizado como agora startups também conseguem acelerar muito o processo de fabricação de novos objetos, mudando toda a cadeia logística dos mercados.

Hoje, em vez de gastar milhões com pesquisas para o “produto perfeito”, empresas podem simplesmente jogar seus projetos no mercado e validar seu potencial com as reações de seus consumidores. É o que aconteceu com Shree Bose, da Piper, um kit de ensino da computação para crianças. Mesmo tendo o protótipo pronto, ela resolveu colocar a ideia no Kickstarter e decidiu que só lançaria se conseguisse levantar US$ 100 mil.

4) Agilidade organizacional é essencial

Peter Diamandis, co-fundador da Singularity University, abriu o evento batendo na tecla da agilidade. Ele defende que, se você acha que o mundo está mudando rápido, ainda não viu nada. Para ele, há um tsunami vindo e ou você surfa nele ou será esmagado — afinal, a diferença entre a disrupção negativa ou positiva depende de você.

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