PicPay quer trazer cada vez menos burocracia para pagamentos
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PicPay quer trazer cada vez menos burocracia para pagamentos

Pedro Katchborian em 7 de outubro de 2016

No débito ou no crédito? A pergunta feita por lojistas, entregadores e tantos outros é ouvida quase que diariamente por todos que fazem compras. A PicPay, empresa que criou uma carteira virtual, quer que cada vez menos pessoas ouçam a indagação dos comerciantes. A ideia é deixar o dinheiro e o cartão de crédito de lado e utilizar o smartphone para o pagamento. 

O aplicativo funciona para pagamento entre pessoas físicas e para estabelecimentos. A pessoa pode pagar com o cartão de crédito previamente cadastrado no aplicativo ou com o saldo PicPay, em que a pessoa deposita dinheiro na conta vinculada ao app.

A ideia de ter uma carteira virtual não é tão nova, mas a popularidade do aplicativo tem aumentado a cada ano. Até o momento, o principal uso do PicPay é para transações entre pessoas físicas. Sabe aquela grana que você ficou devendo de um almoço ou de uma viagem para um amigo? É com esse fim que grande parte dos usuários usa o aplicativo.

O custo para esse tipo de transação sem fins comerciais é zero. O usuário não paga nada para transferir, sacar ou depositar o dinheiro em sua conta bancária. Para estabelecimentos, é possível receber o pagamento com o PicPay Pro, em que é cobrada uma taxa de 4,89% por transação.

A ideia da empresa é que cada vez mais estabelecimentos utilizem o serviço. “Ele pode substituir a máquina de cartão de crédito”, explica Anderson Chamon, co-fundador da PicPay. A ideia é, por exemplo, que pessoas utilizem o PicPay para restaurantes que vão frequentemente. “A pessoa não precisa sair de casa com a carteira”, diz Anderson.

Além de lojas e restaurantes, outro possível público-alvo do aplicativo são os freelancers ou autônomos, que podem receber o dinheiro pelos serviços prestados pelo app — estes também entrariam no perfil PicPay Pro.

A história do PicPay e o futuro do dinheiro

O PicPay está no mercado há algum tempo. Lançado em 2012, o aplicativo antes tinha um propósito diferente: a ideia era colocar QR Codes em ambientes offline para poder comprar pelo celular. Por exemplo, uma pessoa via um anúncio em um jornal de uma televisão e poderia comprar com um QR Code.

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Mesmo com esse objetivo diferente, Anderson explica que desde o começo existia a ideia de tornar-se uma carteira virtual. “Algo que incomodava muito a gente era como o offline e o online do mercado do pagamento estavam desconectados”, afirma. “Tudo estava migrando para o mobile, mas a parte financeira não”, completa.

Com tanta discussão sobre essa desburocratização e a facilidade do pagamento, Anderson diz que acredita em um futuro cada vez mais simples para o consumidor. Ele define o cenário ideal para o mercado:

Eu brinco aqui que a melhor experiência de pagamento é nenhuma experiência de pagamento.

Ou seja, para o co-fundador, a ideia do futuro do dinheiro é que cada vez menos pessoas se ocupem com transferências, DOCs, TEDs e outras siglas que dão dor de cabeça em qualquer pessoa que precise fazer um pagamento. “O futuro do dinheiro está muito ligado a redução da experiência com o dinheiro em si”, diz. “O PicPay é isso”, completa.

Para ele, os bancos precisarão se adaptar a essa tendência. “Os bancos se dizem mais digitais, mas na verdade eles prestam um serviço que já existia na agência. Eles podem fazer mais”, afirma.

No aplicativo você consegue ver quais estabelecimentos aceitam o pagamento com o PicPay.

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