O que você precisa saber sobre o Pokemon Go e realidade aumentada
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O que você precisa saber sobre o Pokemon Go e realidade aumentada

Kaluan Bernardo em 14 de julho de 2016

O seu jeito de viver nunca será igual. Pokemon Go chegou no Brasil, e sua vida agora será fazer o bem vencer o mal. Pela cidade você andará tentando encontrar um pokemon e, com o seu poder, tudo transformar.

Caso você não tenha entendido a referência, saiba que temos que pegar. E caso tenha é porque pokemon fez parte de sua vida e você consegue imaginar o impacto que o primeiro grande game da Nintendo para smartphones está causando.

Pokemon Go é um jogo gratuito de realidade aumentada, desenvolvido pela estadunidense Niantic para a japonesa Nintendo. No game, o jogador tem que andar pelo mundo real procurando pokemons espalhados pelos mais diferentes lugares. Com o GPS e a câmera de seu smartphone, ele poderá capturá-los e, assim, colecionar seus monstrinhos e tentar se tornar um mestre pokemon.

O título foi lançado no dia 06 de julho para Android e iOS em alguns países.  Quando chegou aos Estados Unidos, o sucesso foi imediato. Em menos de três dias, o game conquistou números absurdos. Agora, finalmente, chegou ao Brasil. Eis alguns dos principais fatos que você precisa saber sobre o jogo:

O que você precisa saber sobre Pokemon Go

Ainda não foi lançado no Brasil

A Niantic já afirmou que pretende lançar no Brasil, mas não deu data de previsão. Nesse meio tempo, as pessoas baixaram versões alternativas e driblaram o sistema. No entanto, a empresa bloqueou o jogo no país. E há muitas versões com vírus sendo espalhadas por aí. Então é melhor ter paciência mesmo.

Pokemon Go tem problemas de privacidade

screenshot do aplicativo pokemon go, capturando um pokemon

Foto: Divulgação

Enquanto você captura pokemons, os desenvolvedores capturam seus dados. Na versão original, quando o usuário entrava no jogo, a empresa pediu acesso completo à sua conta no Google — dando a ela o direito até de ler seus emails, documentos ou calendário.

Vale dizer que a Niantic tem investimentos do próprio Google, além da Nintendo. Após pressão dos usuários, a companhia atualizou o sistema e agora só pede informações básicas sobre sua conta — como qual seu endereço de email e seu nome. No entanto, ela sabe quais são os lugares pelos quais você anda quando está jogando.

Os números de Pokemon Go são assustadores

Em menos de cinco dias nos Estados Unidos, o game já está instalado em 16% dos smartphones com Android. Quando foi lançado por lá, em 8 de julho, Pokemon Go passou o Tinder em instalações. E encostou no Twitter em usuários ativos.

Ainda falta lançar o jogo na Europa e na maioria dos países da América do Sul e África. Há muito para Pokemon Go conquistar pela frente. Mas a Nintendo já está ganhando muito dinheiro com isso: em uma semana, o valor de mercado da empresa subiu de US$ 19 bilhões para US$ 28 bilhões.

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Pokemon Go é um grande experimento de realidade aumentada

Parte do sucesso de Pokemon Go tem a ver com o imaginário de crianças e adolescentes dos anos 1990 e 2000. O desenho e o jogo (disponível para Gameboy) era um dos mais populares da época e nos faziam pensar como seria encontrar pokemons no mundo real.

Em 2014, o Google resolveu fazer uma piadinha de primeiro de abril colocando os monstros espalhados pelo Maps. O sucesso foi tanto que mais tarde a Nintendo resolveu levar o projeto adiante e colocá-los nas ruas usando a realidade aumentada.

Se parte do sucesso se deve à popularidade de pokemon no imaginário das pessoas, a outra parte vem por conta de como o conceito de realidade aumentada foi bem trabalhado. Diferente de outros games, nos quais o jogador fica limitado a uma tela e normalmente usa pouco o corpo, Pokemon Go incentiva as pessoas a irem às ruas, andarem, conhecerem lugares, interagirem com pessoas, visitarem museus… enfim, movimentarem-se.

Enquanto a realidade virtual exclui as imagens ao nosso redor para imergirmos com maior intensidade em um mundo fictício, a realidade aumentada se aproveita das imagens em torno de nós para dialogar com elas e, assim, criar um mundo híbrido entre imagens geradas pelo game e as capturadas pela câmera do smartphone.

Há situações estranhas com os lugares do game

O banco de dados de Pokemon Go vem de Ingress, outro jogo de realidade aumentada desenvolvido pela Niantic. Os locais que eram mais populares no outro jogo se transformaram em ginásios, enquanto os menos acessados viraram paradas específicas. E isso gerou algumas situações esquisitas.

O Museu do Holocausto, por exemplo, está cheio de pokemons, inclusive alguns do tipo gás — o que incomodou os responsáveis pelo local. Um designer, que mora em uma igreja antiga em Massachussetts, viu que sua casa foi transformada em uma peça dentro do jogo. Resultado: ele acordou e viu várias pessoas com smartphone em torno de sua residência.

Por outro lado, há quem esteja se aproveitando dessa situação. Uma cafeteria nos Estados Unidos, por exemplo, comprou itens para atrair pokemons. E com isso conseguiu aumentar consideravelmente o movimento por lá.

Quem também tem usado essa estratégia são os ladrões. A polícia dos Estados Unidos disse que eles estão usando pokemons como iscas para assaltar suas vítimas.

As pessoas estão se socializando melhor graças a Pokemon

screenshot do pokemon

Foto: Divulgação

“Pokemon Go fará maravilhas para a minha saúde mental, me dando motivo e propósito para sair de casa”, disse uma mulher no Twitter. Estão surgindo diversos depoimentos de pessoas que sofrem com depressão ou síndrome do pânico e, graças ao game, estão melhorando suas condições mentais ao sair na rua e ver o mundo.

“[O jogo] não cura nada exatamente (nada realmente cura), mas estar lá fora no sol e talvez sair para uma caminhada com um amigo ou dois enquanto se pega alguns Pokemons soa como algo que ajuda”, escreveu a repórter Jessica Lachenal do site The Mary Sue.

Em entrevista ao jornal Nexo, o psicólogo David Wang diz que o jogo alimenta a sensação de recompensa instantânea nas pessoas, motivando-as. Os efeitos de interação ainda permitem que se criem comunidades e as pessoas tenham uma vida social mais ativa.

Socialização ainda é uma área que pode ser muito melhor explorada pelo jogo. Ainda há muitos poucos recursos para interagir com outros jogadores. Não é possível trocar pokemons, as batalhas são um tanto rudimentares e você precisa investir dinheiro para melhorar seus monstrinhos. No entanto, como o trailer do jogo sugere, é possível que todos esses recursos de interação sejam aprimorados nas próximas versões.

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