Quais são os principais polos tecnológicos do Brasil
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Recife, PE. Foto: Istock/Getty Images
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Quais são os principais polos tecnológicos do Brasil

Kaluan Bernardo em 21 de junho de 2016

O Vale do Silício, localizado na Califórnia é um dos maiores polos tecnológicos do mundo. É de lá que vieram empresas como Facebook, Apple, Google, Netflix e tantas outras que mudaram nossas vidas. A região colabora muito com a economia dos EUA, mantendo o país entre os mais inovadores. Dessa forma, é lógico que cada país quer ter o seu “próprio Vale do Silício” — inclusive o Brasil, que tem vários candidatos.

O Brasil tem vários polos de inovação que concentram várias empresas de tecnologia. Nenhum deles é exatamente como o Vale do Silício, mas compartilha com a região a busca pela inovação e a aposta no mundo eletrônico e digital para alavancarem a economia. Eis algumas das regiões mais citadas quando se fala nos grandes polos tecnológicos brasileiros.

Principais polos tecnológicos no Brasil

Recife — Porto Digital

letreiro de recife com por do sol de fundo

Recife, PE, Brasil. Foto: Istock/Getty Images

O Porto Digital fica no delta do rio Capibaribe, região que abriga o centro histórico e o Marco Zero da capital pernambucana. Lá estão mais de 250 empresas e instituições relacionadas a tecnologia, que geram mais de 7,1 mil empregos e movimentam mais de R$ 1 bilhão por ano.

O Porto Digital aposta principalmente em Tecnologia da Informação e Comunicação e Economia Criativa, com foco em games, multimídia, cinema, música, fotografia e design. A região é fomentada por uma parceria entre governo, academia e empresas privadas.

Um dos pilares do Porto Digital é o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), núcleo privado de pesquisas que, só em 2014, vendeu mais de R$ 90 milhões em projetos de inovação.

Belo Horizonte — San Pedro Valley

imagem aérea da cidade de belo horizonte

Belo Horizonte, MG. Foto: Istock/Getty Images

Diferente do estereótipo do mineiro, Belo Horizonte não é nada tímida. Conhecida pela colaboração entre empreendedores, a região conta com mais de 200 startups, aceleradoras e espaços de coworking — entre eles o Seed, programa fomentado pelo governo local, e que desenvolve mais de 40 empresas por semestre.

A troca entre os empreendedores e o quão perto eles estão localizados uns dos outros fez o bairro de São Pedro, na capital mineira, ganhar o apelido de San Pedro Valley — em clara referência ao Vale do Silício.

São José dos Campos — PqTec

imagem a fachada do Pqtec

Foto: Divulgação

Um dos principais locais de desenvolvimento da aeronáutica no Brasil, o Parque Tecnológico de São José dos Campos, no interior de São Paulo é fomentado principalmente pelo mercado de defesa e aeroespacial. É lá que estão os centros de desenvolvimento de empresas como Embraer, Boing, Airbus, Ericsson e Vale.

O Parque Tecnológico abriga mais de 300 empresas e já arrecadou mais de R$ 1,89 bilhão em investimentos públicos e privados. Além da aeronáutica, também desenvolvem negócios para os setores, automotivo, energético, saúde, têxtil, tecnologia da informação e comunicação, e transporte.

Florianópolis — Capital da Inovação

cidade aérea da cidade de Florianópolis de noite, com luzes acessas

Florianópolis, SC. Foto: Istock/Getty Images

Eleita a segunda cidade mais empreendedora do Brasil pela Endeavor em 2015 (ficou atrás apenas de São Paulo), a capital catarinense aposta nas startups para ganhar destaque. O polo tecnológico começou a se estruturar em 1984, com a criação da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi). Dois anos depois nasceu a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate).

A cidade tem mais de 600 startups tecnológicas que faturam mais de R$ 1 bilhão por ano e crescem em média 15% ao ano.

Por que não temos um Vale do Silício como o original

Todas essas regiões caminham para se tornarem grandes polos tecnológicos, com potencial de criar gigantes da inovação no mundo. No entanto, provavelmente nunca teremos um Vale do Silício. Pelo menos não um com as mesmas características que o original. A região só é o que é porque contou com uma série de pessoas na hora certa sob as condições certas.

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Por que o Vale do Silício defende a renda mínima universal
Shenzhen: o Vale do Silício do hardware na China

Historiadores do local, como Leslie Berlin, afirmam que o que fez daquele espaço um polo de inovação foi uma combinação de pesquisadores muito inovadores que se mudaram para lá, impulso educacional oferecido pela Universidade de Stanford, aspectos culturais que se desenvolviam na década de 1960 e um número muito alto de capital privado ao longo dos anos. Hoje, o Vale do Silício se mantém inovador pela tradição que tem, pela grande aglomeração de empresas tecnológicas, que atraem os maiores talentos, e pela grande quantidade de imigrantes que trazem uma série de conhecimentos variados.

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