Como robôs poderão ajudar pequenos empreendedores
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Como robôs poderão ajudar pequenos empreendedores

Kaluan Bernardo em 24 de janeiro de 2017

Pesquisadores estimam que nos próximos 20 anos quase metade (49%) dos empregos que conhecemos hoje serão substituídos por robôs. A maioria deles, acredita-se, serão trabalhos manuais, rotineiros e que não exigem altos níveis de criatividade ou inteligência social e emocional.

É claro que essa projeção dá medo para muita gente. Será que seu emprego está garantido? O que você faria se seu trabalho não tivesse mais vagas para humanos? Bom, há tempo para se preparar. A Universidade de Oxford fez um longo estudo mostrando quais são os empregos que mais têm chances de desaparecerem nos próximos anos. E o Fórum Econômico Mundial discutiu quais são as habilidades que provavelmente serão mais exigidas no futuro. Caso sua ocupação esteja na lista, é melhor correr atrás desses conhecimentos listados.

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Grandes empresas já sinalizam essas mudanças com a tecnologia tomando empregos. Em 1964 a companhia mais valiosa do mundo era a AT&T, de telecomunicações, que valia US$ 267 bilhões e tinha 765 mil funcionários. Hoje é o Google, uma companhia de internet que vale US$ 370 bilhões e tem apenas 55 mil trabalhadores.

Mesmo nesse cenário, alguns especialistas dizem que não há com o que se preocupar. Kate Letheren, pós-doutoranda na Universidade Tecnologia de Queensland, e Charmaine Glavas, professora na mesma universidade, acreditam que os robôs não só acabarão com os empregos como ajudarão pequenos negócios a prosperarem.

Como os robôs podem ajudar pequenos empreendedores

O dia a dia de um pequeno empreendedor não tem um décimo do glamour que muitas pessoas imaginam. O indivíduo não fica em reuniões tendo ideias e fazendo grandes planos. Na maior parte do tempo ele precisa resolver pequenas burocracias e fazer trabalhos chatos para que seu negócio possa prosperar.

Nesse caso, os robôs podem entrar em cena e liberá-lo para tomar o trabalho de um líder enquanto eles enviam documentos, organizam agendas e ajudam em decisões puramente racionais.

“Hoje, na maior parte das vezes, robôs são usados para trabalhos braçais. A inabilidade dos robôs sentirem emoções (como tédio)  ou sensações físicas (como cansaço e dor) fazem deles candidatos ideais para peneirarem montes de dados ou operarem um paciente por horas sem se cansarem. Essas habilidades fazem dos robôs uma perfeita adição para qualquer iniciativa em fase de crescimento”, comentam as pesquisadoras no site The Conversation.

Além disso, o fato de os robôs não terem emoções podem ajudar empreendedores que lidam rotineiramente com o medo e o risco, a saberem o momento certo de investirem recursos humanos e financeiros em novas tecnologias. “Quando for considerar expandir para um novo lugar físico, o robô pode analisar uma série de informações (como dados de mercado) sem ser influenciado por sentimentos como medo, risco e apreensão de entrar em ambientes não familiares”, comentam.

Enquanto isso, o empreendedor pode focar em ir em reuniões e analisar o cenário estratégico da empresa. Afinal de contas, a criatividade e a inteligência emocional ainda não podem ser substituídos por algoritmos “Ler e responder apropriadamente a interações sociais são atos que são feitos melhor por humanos, capazes de se controlarem e ajustarem seus comportamentos de acordo com o cenário”, acreditam as pesquisadoras.

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