Conheça o Chariot for Women, Uber para mulheres
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foto: iStock, Getty Images
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Conheça o Chariot for Women, um “Uber para mulheres”

Redação em 10 de maio de 2016

Moça, você já se sentiu desconfortável ao usar um Uber dirigido por homem? Para te deixar mais segura, foi desenvolvido o Chariot for Women, um espécie de Uber para mulheres. Todos os carros são guiados por motoristas do sexo feminino.

O criador do aplicativo é, curiosamente, um homem. Michael Pelletz foi motorista do Uber. No seu nono mês de atuação, sentiu-se ameaçado por um passageiro com comportamento estranho. Pediu a ajuda de um policial. E então pensou sobre como uma mulher agiria nessa situação.

Michael e Kelly Pelletz

Chariot for Women: fundador Michael Pelletz, e presidente Kelly Pelletz.
(foto: Carly Gillis)

O Uber é um serviço popular e eficiente para passageiros, que podem fazer corridas seguras. No entanto, de acordo com o BuzzFeed News, um ex-representante do serviço ao cliente do aplicativo revelou dados preocupantes. Em um banco onde são armazenadas informações sobre motoristas, buscas pelas expressões “assédio sexual” e “estupro” revelaram, respectivamente, 6160  e 5827 resultados.  

Leia mais: Entenda como funciona o Uberpool

A violência sexual contra a mulher é uma realidade no mundo todo. Ciente disso, Michael criou o aplicativo que vai funcionar como alternativa para quem sente medo de entrar no carro de um homem desconhecido.

O Chariot for Women deveria ter sido lançado no dia 19 de abril, apenas em Boston (EUA). No entanto, segundo a SafeHer, empresa responsável pelo aplicativo, muitas pessoas se mostraram interessadas em usá-lo e em fazer parte da rede de motoristas. Por isso, o plano de lançamento está sendo reavaliado. O objetivo é que a plataforma funcione também em outras cidades.

Chariot for Women foi feito para a mulher se sentir o mais segura possível

Qualquer pessoa do sexo feminino, incluindo mulheres trans, pode solicitar corridas pelo aplicativo. Meninos com menos de 13 anos também podem usar o serviço.

Assim como o Uber, é possível ver pela plataforma a foto da motorista, a placa do carro e o tipo do veículo. A diferença é que todas as motoristas são do sexo feminino, incluindo transgêneros.

Outras medidas de segurança são tomadas: ao se conectarem pelo aplicativo, motorista e passageiro recebem a mesma palavra-chave, para se identificaram na hora da corrida. Além disso, todas as profissionais passam por uma verificação de antecedentes, feita pela polícia.

O site oficial da SafeHer também informa que, todos os dias, as motoristas vão ter de responder um questionário com perguntas pessoais. O objetivo é ter certeza de que aquele carro está realmente sendo guiado pela condutora aprovada.

Mas…

Uber para mulhers  mulheres pode não ser legal  

Nas leis de alguns países, impedir que homens trabalhem no serviço pode ser considerado discriminação de gênero. “A empresa parece incrível. Mas, se é legal ou não, é uma outra questão”, disse Joseph L. Sulman em entrevista ao jornal Boston Globe.

Em Nova York, um aplicativo chamado SheTaxi, que conecta taxistas mulheres a passageiras, enfrentou problemas legais. A empresa disse que passaria a conectar então passageiros a motoristas homens

Em entrevista ao TechCrunch, Michael mostra que não está preocupado. “Estamos fazendo isso porque existe desigualdade quando se trata de segurança, por causa da questão de gênero”, defende. “Mulheres do mundo todo estão sendo perseguidas e agredidas por condutores do sexo masculino. Em meus oito meses como motoristas do Uber, não ouvi feedbacks negativos vindo de homens”, justifica.

Uber também quer empoderar mulheres

Em 2015, o Uber declarou que quer criar um milhão de vagas para motoristas mulheres até 2020. A iniciativa foi feita em parceria com a ONU Mulheres para combater a desigualdade de gêneros. Ao estabelecer essa meta, a empresa também pretende lidar com polêmicas relacionadas ao abuso sexual.

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Segundo o site oficial da companhia, mulheres escolhem trabalhar para o Uber pela questão da flexibilidade. Mães que precisam criar seus filhos podem se beneficiar da possibilidade de montar sua própria rotina, escolhendo os horários em que quer prestar serviço.

 

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