Após regulamentação, Uruguai ganha museu da maconha
museu da maconha
Foto: Istock/Getty Images
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Uruguai inaugura museu da maconha

Pedro Katchborian em 7 de dezembro de 2016

Há cerca de três anos, o Uruguai regulamentou o mercado da maconha, permitindo o uso recreativo da cannabis. Agora, o país vai ter o Museu da Cannabis de Montevidéu, um museu da maconha permanente na capital uruguaia.

Em comunicado à imprensa, os organizadores do museu da maconha declararam que o espaço é uma “forma de continuar a rica história de liberdade que o Uruguai sempre adotou de forma vanguardista“. Eduardo Blasina, diretor do espaço, falou mais sobre iniciativa. “É uma maneira de conectar pessoas que amam a natureza, a arte e a ciência”, disse.

A nova atração terá apoio do Hash Marihuana & Hemp Museum, museu localizado em Amsterdã, na Holanda. O espaço europeu contribuiu ao trazer algumas peças para exibição no museu uruguaio. Segundo o comunicado, o espaço fica próximo ao Río de la Plata, em Montevidéu.

Ainda segundo Eduardo Blasina, a atração vai apresentar uma “viagem a um dos cultivos mais antigos do mundo, que será sem dúvida uma das plantas mais importantes do terceiro milênio pelas suas propriedades medicinais e da reconstituição dos solos”, explicou.

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Não é só Amsterdã que já tem o museu da maconha. A cidade de Barcelona, na Espanha, também conta com um espaço dedicado à cannabis.  Localizado no edifício Palau Mornau, o Hash Marijuana Cánamo and Hemp Museum é um espaço de 250m² e traz exposições sobre os aspectos culturais, botânicos e históricos da maconha. Uma curiosidade do museu é que ele não se diz a favor da legalização.

Mesmo sendo menor que o de Barcelona, o mais conhecido museu da maconha continua sendo o de Amsterdã: o espaço traz a história da erva, além de falar sobre os efeitos da maconha no corpo e suas propriedades medicinais. O preço é o mesmo da atração de Barcelona: €8.50 (cerca de R$ 30).

A cidade de Viena, na Áustria, também tem um espaço dedicado a maconha. Chamada de “Embaixada da Maconha”, o espaço tem um foco diferente dos outros museus: diversos tipos de planta são exibidos, com a missão de “aumentar a conscientização sobre a cannabis realmente é”.

Museu da Maconha no Uruguai: como é a regulamentação no país

Aprovada em dezembro de 2013 e assinada em maio de 2014, a lei que regulamentou o mercado da maconha no Uruguai continua sendo objeto de debate.

Segundo a lei, os cidadãos podem plantar em casa, para consumo próprio, enquanto as farmácias autorizadas vendem a cannabis para os interessados. Somente os cidadãos uruguaios e residentes permanentes maiores de 18 anos podem comprá-la — ou seja, turistas e estrangeiros estão proibidos de comprar. 

Em relação ao cultivo para consumo próprio, o mercado é limitado a seis plantas por residência ou 480 gramas anuais. Toda a cadeia produtiva — cultivo, colheita, produção, venda e consumo — é regulamentada pelo Estado.

Quem plantar ou comercializar ilegalmente a planta pode pegar de 20 meses a 10 anos de prisão. Além da regulamentação, escolas e universidades tem uma disciplina em que ensinam sobre o uso “problemático das drogas”. O país agora busca implementar a venda de maconha legal produzida por empresas privadas. O presidente Tabaré Vazquez deve aplicar a lei em 2017.

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