Mulheres e aventura a sós: o curso para quem quer viajar sozinha
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Mulheres e uma aventura a sós: conheça o curso para quem quer viajar sozinha

Pedro Katchborian em 1 de agosto de 2016

Quando Stela Anderson fez as malas e partiu para uma viagem que duraria pouco mais de um ano, ela não sabia que dali sairia mais do que grandes experiências em diferentes culturas. A partir de suas vivências na viagem, Stela viu uma necessidade: de instruir a mulher que quer viajar sozinha. Dessa ideia, surgiu o Vou Sozinha, um curso para mulheres dividido em cinco módulos que passa pela busca do propósito da aventura, os preparativos da viagem e como encarar a hora de voltar.

Stela Anderson sorrindo

Stela Anderson. Foto: Arquivo Pessoal

Stela viajou entre dezembro de 2013 e dezembro de 2014, durante pouco mais de um ano. Procurando um roteiro que não fosse convencional, ela partiu para o Panamá, onde queria aprender espanhol. Ficou por três meses e depois foi para a Costa Rica, onde ficou um mês e trabalhou em uma fazenda orgânica. Por último na América Central, foi para a Nicarágua, lugar mais significativo para ela. No país, ficou três meses, fez trabalho voluntário ensinando  crianças a ler e escrever e passou “os dez dias mais longos da vida” ao encarar um retiro de meditação silenciosa, em que ficou por dez dias sem falar. “Foi quase impossível”, admite Stela.

Depois, mudou de continente e foi para a Europa, passando por Bélgica, Holanda, Alemanha, Espanha, Estônia, Lituânia e Rússia. O último destino também foi um dos mais marcantes: o Nepal, em que Stela fez um curso de meditação por um mês. Ela conta que foi mais difícil do que o retiro de silêncio. “Os conceitos budistas são muito intensos. Para quem já estava viajando há um ano sozinha, foi bem difícil. Eu cheguei a fazer minhas malas para desisti, mas consegui terminar”, explica.

Foi nessa jornada de autoconhecimento e em um ano sabático que envolveu pouco acesso a tecnologia que Stela desenvolveu esse conhecimento sobre viajar sozinha que ela ensina em seu curso. “Desde que voltei de viagem, quatro mulheres me chamaram para conversar por que elas estavam com vontade de fazer um tempo sabático”, explica. “Todas queriam conversar comigo para ouvir sobre a minha história. Sempre tive vontade de ter mais o meu próprio negócio e então pensei ‘por que não pegar o conteúdo e formatar de um jeito para que as mulheres possam tirar suas dúvidas?’”, explica.

O Vou Sozinha é dividido em cinco módulos com videoaulas por cinco semanas. Além dos módulos, serão seis conversas pelo Hangouts para tirar dúvidas e conversar sobre a viagem. Stela também vai oferecer um grupo fechado do Facebook para compartilhar experiências.

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Os módulos são divididos da seguinte maneira: o primeiro faz um diagnóstico da situação atual, buscando entender o que a mulher está buscando na viagem. “Isso é muito importante, pois pode ser que ela se perca no meio do caminho. É bom saber para resgatar esse propósito”, afirma. Depois, há o módulo de inspiração, em que Stela traz os tipos de viagem, contando sobre suas experiências de trabalhar em uma fazenda, por exemplo.

O terceiro módulo é a preparação para viagem: com o que se preocupar, o que ficar de olho sempre, o que levar na mala e etc. O quarto é sobre a viagem em si, como estimular o máximo para a viagem ser um momento de autoconhecimento e o último é sobre a hora de voltar. O curso completo sai por R$ 499.

O primeiro curso teve as inscrições encerradas no dia 17 de julho, mas outras turmas podem abrir em breve, dependendo da procura das mulheres. E se depender da intenção do seu público-alvo, Stela terá várias turmas: segundo uma pesquisa de fevereiro de 2016 do Ministério do Turismo, 17% das mulheres brasileiras que irão viajar nos próximos seis meses pretendem ir sozinhas, enquanto 13% dos homens tem essa intenção.

Viajar sozinha: uma ferramenta de empoderamento

Além de poder facilitar a viagem das mulheres que se inscreverem no curso, Stela pretende empoderar quem fizer as videoaulas e ajudar a quebrar preconceitos sobre viajar sozinha.

“Quando eu falava para as pessoas que viajei sozinha, vi que existe uma grande barreira em relação a isso”, explica. “Acho que meu papel é me colocar como exemplo e mostrar como é possível e gostoso viajar sozinha”. Para ela, o movimento é uma demonstração de que a mulher pode fazer o que tiver vontade:

Você experimenta muito a liberdade. Você vai lá e faz. Nada segura a gente.

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