Vintax, a marca de gravatas diferentes de tecidos reaproeitados
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Foto: Reprodução/Facebook
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Vintax, a marca de gravatas diferentes de tecidos reaproveitados

Camila Luz em 9 de setembro de 2016

Gabriel Bastos estava “cansado das mesmices”, das gravatas pretas e sóbrias e dos produtos fabricados a partir da exploração da mão-de-obra na China. Como sempre gostou muito de moda, teve uma ideia: criar a Vintax, uma marca de gravatas diferentes, sem gênero e feitas de tecidos reaproveitados.

homem de terno e gravata borboleta marrom sorrindo

Foto: Reprodução/Facebook

No começo de 2016, Gabriel, que é formado em relações públicas pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), tinha um food truck de batatas fritas belgas com um amigo. Quando precisou comprar uma gravata, resolveu mudar de rumo e abrir seu empreendimento. “Bati perna no shopping e não achei nada legal, que fosse mais moderno. Procurei na internet e não achei nada do meu gosto, e o que achei era caro demais. Então fiz um teste com um costureiro e gostei do resultado”, relembra.

Quando conheceu a Dressper,  que está há sete anos no mercado produzindo gravatas e acessórios para noivos, seus planos de negócio começaram a ficar mais claros. Todas as peças da marca são produzidas por mãe e filha de forma artesanal. O empreendedor falou sobre sua vontade de criar gravatas diferentes, únicas e cheias de personalidade, feitas de tecidos reaproveitados. Elas gostaram da ideia e nasceu a parceria.

Gravatas diferentes, divertidas, sem gênero e para todas as idades

gravatas coloridas

Foto: Reprodução/Facebook

Gabriel foi atrás de lojas que tivessem sobras de tecido e pudessem vender ou doar para seu negócio. Hoje, trabalha em parceria com elas, mas pretende utilizar roupas de brechó no futuro, assim como a marca de sapatos Insecta Shoes. “Prezo bastante pela qualidade da estampa, por ser algo diferente e único. Por isso, acho que devo partir para esse lance dos brechós em breve”, explica.

A curadoria da marca é feita pelo próprio Gabriel, que pesquisa e escolhe as estampas. A confecção das gravatas é toda feita de forma artesanal pela Dressper. As vendas são feitas pela loja online, na Insecta Shoes e em mais duas outras lojas físicas em Porto Alegre.

Além de se preocupar com a sustentabilidade, por usar sobras de tecidos e optar pela produção local e artesanal, a Vintax está focada em questões de gênero. As gravatas produzidas podem ser usadas por qualquer pessoa, como homens, mulheres, transexuais e gênero fluido.

idosos de camisa branca e gravatas coloridas

O primeiro ensaio da marca foi feito em um asilo em Porto Alegre. Foto: Reprodução/Facebook

Além de serem “sem gênero”, as gravatas diferentes da Vintax seguem outros dois pilares. São “sem idade”, pois podem ser usadas por crianças, adolescente, adultos ou idosos. Além disso, não são sérias. “Fazemos produtos que pretendem arrancar um sorriso do rosto. Buscamos tecidos divertidos e as estampas mais malucas que possam existir. Do convencional ao ultra-mega-moderno. É colocar aquela camisa e calça clássica e fechar com uma gravata que muda completamente o visual”, diz o site oficial da marca.

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Moda sustentável em Porto Alegre

Assim como muitas outras marcas que trabalham com moda consciente, a Vintax é de Porto Alegre. Ada, Insecta Shoes e Côté são algumas das linhas gaúchas que têm a sustentabilidade como um de seus pilares.

Gabriel acredita que a moda sustentável pode estar ganhando espaço em Porto Alegre pela forte presença do veganismo e vegetarianismo na cidade.

Faz sentido você se preocupar com os animais e passar a se preocupar com as roupas que usa e com todo o resto. Você acaba adotando um estilo de vida.

Para ele, a moda sustentável ainda não é acessível para todas as pessoas por causa do preço, que costuma ser mais elevado. “O algodão orgânico, por exemplo, ainda é muito caro pois tem pouca demanda, pouca procura. A produção artesanal é mais cara. Por isso, é mais difícil produzir peças conscientes”, explica.

No entanto, ele enxerga que há a tendência de aumentar a procura pela moda consciente. “Mais pessoas estão preocupadas em saber de onde vieram suas roupas. Não é legal usar uma peça que foi produzida por trabalhadores explorados, por exemplo”, diz.

Com o aumento da procura, a tendência é que a oferta aumente e o preço caia. Mais marcas devem surgir, preocupadas em utilizar matérias-primas que não prejudiquem o meio ambiente e em prover condições justas para os trabalhadores. E o melhor: todo mundo saíra ganhando.

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