Walmart está usando blockchain para garantir segurança em alimentos
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Walmart está usando blockchain para garantir segurança em alimentos

Kaluan Bernardo em 7 de dezembro de 2016

O Walmart, um dos maiores varejistas do mundo, firmou uma pareceria com a IBM para utilizar blockchain em seus produtos. A ideia é que a tecnologia ajude a rede de mercados em saber, com rapidez e precisão, a procedência de qualquer alimento. Assim, se algo estiver estragado, eles poderão retirar rapidamente do estoque.

A blockchain é uma tecnologia que funciona basicamente como um grande livro de registros. É uma base de dados distribuída, que mantém apontamentos de qualquer transação com valor. É como se fosse uma grande planilha aberta, que roda simultaneamente em computadores do mundo todo e é protegida pelo que há de mais avançado em criptografia. É o maior, mais poderoso e seguro livro de contabilidade já criado.

A tecnologia é usada, por exemplo, para transações de bitcoins — uma moeda digital que não é controlada por bancos. Agora, no Walmart, está sendo usada para saber cada detalhe da logística do alimento, dos cultivadores aos consumidores. Se alguém comer um peixe estragado e passar mal, a varejista saberá em poucos minutos toda a procedência e poderá tomar uma ação. Antes, esse processo podia levar dias — enquanto isso, outros consumidores também compravam o alimento prejudicado.

“Com a blockchain você pode fazer remoções estratégicas e permitir que consumidores e companhias tenham mais confiança”, comentou Frank Yannas, vice-presidente de segurança alimentar no Wal-Mart, à Bloomberg. “Acreditamos que a rastreabilidade reforçada é boa para outros aspectos dos sistemas alimentares. Nós queremos capturar outros atributos importantes que informarão decisões sobre o fluxo de alimentos e assim nos tornamos ainda mais eficientes”, concluiu.

Entenda a parceria entre Walmart e IBM para usar blockchain

Segundo a Bloomberg, o Walmart está usando a tecnologia ainda em fase de testes. Por enquanto, eles acompanham as vendas de porcos na China e de “um produto empacotado” nos Estados Unidos.

O movimento é estratégico na China, o país que mais consome carne de porco no mundo — só em 2016 deverão ser 54,6 milhões de toneladas. E uma das maiores preocupações dos chineses em relação ao alimento tem sido justamente sua segurança, segundo estudo da Wharton School.

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O sistema foi criado em uma parceria entre Walmart, IBM e a Universidade Tsinghua, em Beijing. Ele usa a tecnologia de um projeto chamado Hyperledger, uma plataforma de código aberto desenvolvido por diversas indústrias globais. Entre as informações que a rede de supermercados está registrando estão os números de distribuição, dados de processamento e fabricação, datas de validade, temperaturas de armazenamento e detalhes de entregas.

De acordo com o site Coindesk, o sistema será acompanhado pelo Walmart, IBM e um fornecedor chinês não anunciado. Estima-se que, quando a ferramenta envolver ao menos 10 corporações, poderá evitar desperdícios de bilhões de dólares.

A medida não só é uma estratégia de mercado como também é uma exigência governamental. A Administração de Drogas e Alimentos da China já havia proposto esse ano uma série de medidas que deveriam ser tomadas para rastrear alimentos e garantir sua segurança.

Se os testes forem bem sucedidos, o Walmart passará a testar a blockchain em outros alimentos. Não é a primeira vez que a empresa adota tecnologias vanguardistas. Há 10 anos, a rede passou a aceitar cartões com chips antes que empresas como Visa e Mastercard exigissem. Nesse ano, lançaram o Walmart Pay nos Estados Unidos e se tornaram um dos primeiros varejistas a terem seu próprio sistema de pagamento mobile. Eles ainda estão expandindo o serviço para que os clientes façam compras online e possam ir aos mercados apenas para buscar os produtos.

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