YouTube: a história, números, os maiores canais e o futuro da plataforma
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YouTube: a história, números, os maiores canais e o futuro

Pedro Katchborian em 30 de março de 2017

Maior plataforma de vídeos da internet, há algum tempo o YouTube bate de frente com a TV como a mais influente fonte de entretenimento atual. Veja abaixo como o site nasceu e como foi construída essa posição de destaque.

A história do YouTube: tudo começa no zoológico

No começo dos anos 2000, três funcionários do PayPal começaram a desenhar a ideia de uma plataforma de vídeos chamada YouTube: Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim. Segundo a história que Chen e Hurley contam para a mídia, Hurley e Chen desenvolveram a ideia no começo de 2005, depois que perceberam a dificuldade de compartilhar vídeos de uma festa que Chen fez em seu apartamento.

No entanto, Karim diz que foi bem diferente: segundo ele, a inspiração veio em 2004, após o incidente no intervalo do SuperBowl com Janet Jackson e o tsunami do Oceano Índico em 2004. Jawed conta que a dificuldade em achar vídeos desses eventos deu a ideia de fazer um site de compartilhamento de vídeo.

O domínio foi ativado em 14 de fevereiro de 2005, mas o primeiro vídeo na plataforma só foi compartilhado no dia 23 de abril: o clipe “Me at the zoo“, em que um dos fundadores aparece no zoológico de San Diego. Em maio, o público já podia acessar ao site em sua versão beta.

Em novembro do mesmo ano, o primeiro vídeo bateu a marca de 1 milhão de visualizações: o clássico comercial de Ronaldinho chutando as bolas seguidas no travessão, em propaganda da Nike. Em novembro também ocorreu o lançamento oficial da plataforma.

O investimento da Sequoia Capital ajudou o site a crescer e, em julho de 2006, 65 mil vídeos eram colocados na plataforma todos os dias, totalizando 100 milhões de visualizações por dia.

Poucos lembram, mas o nome YouTube.com enfrentou problemas na justiça: em novembro de 2016, a Universal Tube & Rollform Equipment, que era dona do domínio Utube.com, queria que todas as pessoas fossem redirecionadas para o site — o que foi negado.

A compra pelo Google

Em outubro de 2006, o Google anunciou a compra do YouTube por incríveis US$ 1,65 bilhão. O número era alto até para os padrões do Google: um ano antes, em 2005, a empresa havia investido US$ 130,5 milhões na compra de outras 15 empresas.

Na época, Eric Schmidt, então CEO do Google, disse: “esse é o próximo passo na evolução da internet”. Quando a compra foi feita, o YouTube tinha 67 funcionários — incluindo os fundadores Chad Jurley e Steve Chen.

Os números do YouTube

Desde a compra do Google, as visualizações no YouTube continuaram a aumentar. O número mais recente divulgado pela empresa é de assustar: Cristos Goodrow, Vice-Presidente de engenharia do YouTube, escreveu em comunicado: “há alguns anos, tomamos uma grande decisão no YouTube. Enquanto todos pareciam focados em quantas visualizações um vídeo têm, nós pensamos que o tempo que a pessoa passa vendo um vídeo era uma maneira melhor de entender o que aquela pessoa realmente gostou (…). No ano passado, atingimos uma grande meta nessa jornada: pessoas ao redor do mundo agora estão vendo um bilhão de horas de conteúdo no YouTube todos os dias. Isso mesmo: um bilhão de horas todos os dias”.

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Veja outras estatísticas impressionantes sobre a plataforma:

– O YouTube tem mais de um bilhão de usuários;
– O YouTube como um todo — e até o YouTube somente pelo celular — atinge mais pessoas entre 18-34 e 18-49 nos Estados Unidos do que as TV a cabo;
– O YouTube lançou versões locais em mais de 88 países;
– Você pode navegar pelo YouTube em 76 idiomas diferentes, o que cobre 95% da população que acessa à internet;
– O YouTube pagou mais de US$ 2 bilhões para os produtores de conteúdo que escolheram monetizar os seus vídeos;

O surgimento dos YouTubers

Foto: Istock/Getty Images

O que surgiu como uma ferramenta de compartilhamento de vídeo logo ganhou uma outra função: com um grande alcance, começaram a surgir os youtubers, pessoas que se dedicam à produzir conteúdo exclusivamente para a plataforma.

Aos poucos, os produtores de conteúdo começaram a ganhar mais força entre o público jovem. Em abril de 2009, um canal atingiu a marca de ultrapassar 1 milhão de inscritos na plataforma: foi Fred, um adolescente que imitava uma criança de 6 anos. Por aqui, o processo foi mais lento: o Não Faz Sentido, de Felipe Neto, foi o primeiro canal brasileiro a chegar a 1 milhão de inscritos no YouTube, em agosto de 2012.

Com o crescimento dos youtubers, o próprio YouTube começou a oferecer ferramentas para incentivar a evolução dos canais. Dando dicas de edição, produção e câmera, o YouTube conta com um espaço para criadores dentro do site. Além disso, a empresa tem vários YouTube Spaces ao redor do mundo — inclusive com um em São Paulo. Neles, disponibiliza mais ferramentas ainda para a criação dos vídeos.

Como os produtores de conteúdo ganham dinheiro?

O sistema de AdSense permite que o youtuber ganhe parte da verba em publicidade no site, caso ele queira monetizar o seu conteúdo. O sistema existe desde maio de 2007 e é considerado a grande fonte de renda dos youtubers. Normalmente, o YouTube fica com 45% da renda da publicidade e o 55% restante vai para o produtor de conteúdo.

É difícil mensurar exatamente quanto ganha um canal do YouTube com AdSense. Em 2016, o youtuber que ganhou mais dinheiro foi o sueco PewDiePie. Quanto? US$ 15 milhões. Boa parte desse dinheiro, no entanto, vem com anúncios feito pelo próprio PewDiePie, além de uma série e um livro que vendeu mais de 100 mil cópias.

Os maiores canais da atualidade

Quais são os canais com mais inscritos da atualidade? Excluindo canais da VEVO, o PewDiePie lidera com folga: são 54 milhões de inscritos no canal. Em segundo lugar vem o canal HolaSoyGerman, com 31 milhões. O espanhol elrubiusOMG ocupa a terceira posição com 23 milhões, seguido por Smosh com 22 milhões. O primeiro brasileiro a figurar na lista dos canais com mais inscritos é WhinderssonNunes, com 18 milhões. Porta dos Fundos aparece mais para baixo, com 13 milhões. Aqui você pode acessar a lista dos canais com mais inscritos.

O futuro da plataforma

Com tanta audiência, o YouTube viu outras maneiras além da publicidade para tentar fazer dinheiro. O YouTube Red, serviço de assinatura da plataforma, conta com mais de 1,5 milhões de assinantes. O serviço dá acesso a conteúdo exclusivo, além de disponibilizar vídeo para assistir de maneira offline em dispositivos móveis. Ainda não está disponível no Brasil.

Além do YouTube Red, a empresa lançou outro serviço em março de 2017: a YouTube TV, disponível somente para os Estados Unidos. A YouTube TV é um serviço de assinatura que custará US$ 35 dólares por mês e vai trazer mais de 40 canais incluindo ABC, CBS, Fox, NBC e ESPN. Portanto, assemelha-se mais a uma operadora de TV do que uma Netflix. Nesse sistema, a pessoa pode controlar tudo pelo aplicativo do YouTube, mas com a diferença de que pode gravar programas e tem armazenamento infinito.

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