Fábrica de café faz 10%% de reciclagem de resíduos sólidos
Foto: iStock/GettyImagens
Xícara de café e grãos
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A Fábrica de café que recicla 98% de seus resídulos sólidos

Diana Assennato em 26 de abril de 2016

Em Jundiaí, na Grande São Paulo, há uma fábrica de café e chá que recicla todos seus resíduos sólidos. É a JDE (Jacob Douwe Egberts) que, em fevereiro de 2016, atingiu a meta do Aterro Zero em toda a sua operação na filial de Jundiaí, em São Paulo.

Essa meta está alinhada à Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que prevê a redução na geração de resíduos. Isso acontece pelo aumento da reutilização (reciclagem) e pela destinação ambientalmente adequada dos rejeitos que não podem ser reciclados.

A JDE conseguiu destaque por ter encontrado soluções para todo o seu lixo. Em 2015, a filial de Jundiaí destinou 462 toneladas de resíduos para a reciclagem e 3200 resíduos orgânicos para compostagem. Em 2016, cinco toneladas de lixo comum e sanitário passaram a ter a destinação correta.

A empresa tem sede na Holanda e está presente em mais de 80 países. No Brasil, ela é dententora das marcas Pilão, Damasco, LO’R, Café do Ponto, Senseo e Caboclo.

Etapas para conseguir 100% de reciclagem de resíduos sólidos

A partir do final de 2015, 98% dos resíduos gerados pararam de ser depositados nos aterros. Essa primeira etapa contou com a reforma da área de resíduos e fazendo uma melhor triagem dos insumos do ciclo de produção. Compostagem e reciclagem são os destinos corretos.

Também  houve um trabalho de conscientização dos restaurantes e associados. Todos os resíduos de alimentos passaram a ser encaminhados para a compostagem e transformados em fertilizantes.

Leia mais: 5 dicas de ouro para reciclar lixo em casa

O segundo passo foi tratar dos resíduos sanitários, lixo comum e os que não podiam ser reciclados. A JDE substituiu a destinação para aterro pela incineração e co-processamento com recuperação energética. As sobras são transformadas em combustível para fornos, substituindo carvão e gás natural – que são muito poluentes.

Além disso, a fábrica fez parceria com uma indústria de fertilizantes para transformar casca de café em fertilizante orgânico. Durante a torra do café, a JDE realiza a extração da película que envolve o grão. Antes, era descartada. Hoje, é aproveitada na produção de adubo para diversas culturas agrícolas. Mais de três mil toneladas por ano terão esse destino.

O próximo passo da JDE é replicar essas ações conscientes na filial de Salvador, para que até 2017 seja alcançada a meta do Aterro Zero.

Ser sustentável não é só reciclar os resíduos sólidos

Além de destinar corretamente seus resíduos, a JDE, assim como outras grandes empresas, devem adotar mais posturas ecologicamente sustentáveis. Todo o processo, desde a produção dos insumos até o descarte do lixo, precisa ser feito de maneira consciente.

A companhia holandesa já resolveu o problema dos resíduos sólidos. Sua postura responsável se baseia, também, em outros três pilares. O primeiro é o apoio a parcerias globais e programas que repensem a produção da matéria-prima, para que esse processo seja menos nocivo ao meio ambiente.

O segundo é a compra de insumos certificados por organizações responsáveis que protegem a biodiversidade, como a Rainsforest Alliance. Por fim, faz parcerias diretas com fornecedores, para melhorar as condições de trabalho e proteger os recursos naturais nos locais onde café e chá são produzidos.

O que você achou da iniciativa da JDE em fazer a reciclagem de resíduos sólidos? Dê a sua opinião.

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