Active Design: como pensar as cidades para serem mais saudáveis
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Foto: Istock/Getty Images
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Active Design: como pensar as cidades para serem mais saudáveis

Kaluan Bernardo em 30 de maio de 2016

Urbanismo e medicina têm tudo a ver. Pelo menos é no que apostam os entusiastas do active design, um conceito que pensa como as cidades podem ser desenhadas para promover estilos de vida mais saudáveis.

O movimento começou em Nova York, nos EUA, quando a prefeitura percebeu que poderia utilizar o urbanismo para criar uma cidade mais ativa e, com isso, reduzir os gastos de saúde combatendo doenças que eram causadas pelo sedentarismo e obesidade. A lógica é inspirada na reforma sanitarista que, durante o século 19, utilizou o urbanismo para reduzir a incidência de doenças infecciosas.

imagens áreas de antes e depois de rua no brooklyn

Antes e depois de ruas no Brooklyn, Nova Iorque. Foto: Reprodução/Cidade Ativa

Faz sentido. Pesquisas conduzidas na Dinamarca revelam, por exemplo, que ao incentivar o uso de bicicletas, o governo economizou até seis vezes mais. Boa parte dessa economia veio do corte de despesas com saúde, uma vez que o uso de bikes reduz a poluição, os barulhos, promove a saúde, reduz o congestionamento e o stress, entre outros. O active design trabalha com a mesma lógica, mas indo além das bikes.

foto aérea de rua de nova iorque

Projeto Making Safer Street. Foto: Reprodução/NYC Gov

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O active design mira na nossa relação com a cidade e da cidade com nosso corpo. “Há uma série de medidas que podem ser tomadas para melhorar as calçadas e incentivar as caminhadas; pensar nas estruturas para bicicletas ou ainda promover alimentações mais saudáveis”, diz Gabriela Callejas, que trabalhou com active design em Nova York e agora traz o conceito para o Brasil com sua ONG, a Cidade Ativa.

Já há conceitos como “cidade democrática”, “cidade inteligente”, “cidade sustentável”. Será que é necessário mais um como a cidade ativa ou active design? Gabriela acredita que sim.

É só mais uma camada de organização para criar uma cidade melhor. No fundo, todas essas cidades são a mesma. Quando a cidade ativa te incentiva a escolher a caminhada, por exemplo, você está deixando de usar um carro que emite poluentes. Está vivendo também em uma cidade sustentável.

Como se usa o active design em uma cidade?

O manual norte-americano de active design traz algumas ideias e princípios testados ao redor do mundo que mostraram eficiência. Do ponto de vista do design urbano, essas são as metas que os urbanistas devem seguir caso queiram construir uma cidade mais ativa:

● Desenvolver e manter lugares de uso misto nas vizinhanças da cidade;
● Melhorar o acesso a lugares para transitar;
● Melhorar o acesso a lugares como shoppings, parques, espaços abertos e espaços de recreação;
● Melhorar o acesso a lugares com alimentação saudável;
● Criar ruas acessíveis, seguras, amigáveis ao pedestre, com boa iluminação e fontes de água;
● Facilitar o ciclismo para recreação e transporte desenvolvendo redes de bicicletas e estruturas seguras para pedalar;
● Incentivar o uso de escadas oferecendo acesso e segurança nas escadarias;
● Promova a caminhada entre diversos ambientes;
● Ofereça dispositivos como chuveiros públicos, armários, bebedouros, locais para guardar a bike e outros que incentivem a prática de exercícios;
● Crie construções com espaços exteriores abertos, amigáveis, transparentes e que incentivem a caminhada.

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