Agrofloresta pode ser garantia de segurança alimentar no futuro
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Agrofloresta pode ser garantia de segurança alimentar no futuro

Camila Luz em 17 de setembro de 2016

Há mais de 7 bilhões de pessoas no mundo hoje. Até 2050, esse número deve aumentar para 9,3 bilhões segundo a FAO. Quando acontecer, a produção de alimentos terá de ser 60% maior do que a atual para suprir a demanda. Isso irá exigir sistemas de alimentação mais produtivos e sustentáveis. Um deles é a agrofloresta.

Por ser multifuncional, a agrofloresta é parte da solução para tratar de assuntos ambientais, econômicos e sociais. Também conhecida como “Floresta de Alimentos”, é um sistema sustentável de produção que recupera o solo e a biodiversidade, contribuindo com a segurança alimentar dos homens e dos animais. Nesse modelo, árvores frutíferas são geridas em conjunto com culturas agrícolas e sistemas de produção animal.

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Agrofloresta imita a natureza                                            

O método utilizado para plantar as agroflorestas foi baseado nas experiências do agricultor e pesquisador Ernst Götsch, que buscava replicar a sucessão natural, estratégia usada pela natureza para manter o solo sempre fértil e produtivo.

Na sucessão natural, plantas se desenvolvem em conjunto, e não isoladas por espécies. Elas requerem outras plantas para continuar seu desenvolvimento e, portanto, não competem. Pelo contrário: dependem umas das outras.

As plantas cultivadas são introduzidas em consórcios, para preencher todos os espaços disponíveis ao longo do tempo. Cada um desses consórcios é composto por espécies que têm tempo de vida aproximado e crescem em diferentes alturas, aproveitando melhor a luz do sol.

Na mesma região, há consórcios diferentes convivendo juntos. Assim, a produtividade é maximizada e diferentes tipos de alimentos são cultivados ao mesmo tempo. De acordo com o site da Embrapa, na mesma área é possível estabelecer consórcios entre espécies de importância econômica, como grãos e leguminosas, além de árvores frutíferas e hortaliças.

A agrofloresta contra a erosão e o desgaste do solo

Neste post, falamos sobre a preocupante situação do solo na América Latina e no Caribe. Degradado e gravemente afetado pela erosão, é uma ameaça à segurança alimentar das populações. Em texto divulgado pela ONU para comemorar o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, celebrado em 17 de junho, considera-se urgente reduzir esses efeitos.

Adotar o sistema de agrofloresta é forma de recuperar solos degradados, pois componentes arbóreos combatem a erosão e restauram a fertilidade da terra. Segundo a Embrapa, na fase inicial de recuperação é preciso plantar árvores de rápido crescimento para acelerar a disponibilidade de biomassa, que irá reciclar nutrientes e preparar a terra para o plantio de espécies mais exigentes.

Além de recuperar o solo e mantê-lo fértil, a agrofloresta alcança equilíbrio biológico que promove o controle de pragas e doenças. O solo é adubado de forma natural e, caso seja preciso, é possível cultivar leguminosas para serem usadas como adubo verde. Por isso, o sistema é sustentável e positivo tanto para a conservação do meio ambiente, quanto para segurança alimentar e geração de renda de comunidades e agricultores. Hoje e no futuro.

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