Agrotóxicos estão matando abelhas; e isso é pior do que parece
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Foto: Istock/Getty Images
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Agrotóxicos estão matando abelhas; e isso é pior do que parece

Kaluan Bernardo em 15 de outubro de 2016

 As abelhas são essenciais para o mundo. Junto com outros seres polinizadores, elas são responsáveis por um terço do que é produzido em colheitas. No entanto, elas estão morrendo. Um fenômeno conhecido como Síndrome do Colapso de Colônias têm causado morte acelerada de abelhas dede 2006.

Nos Estados Unidos, por exemplo, entre 2014 e 2015, 42,1% das colônias de abelhas morreram. A taxa considerada aceitável era de apenas 17%.

Os cientistas não tem um consenso sobre o que estaria causando a morte das abelhas, mas muitos apontam o uso de pesticidas como responsáveis. O principal deles seria o neonicotinóide, semelhante à nicotina, e que representa 24% do mercado de agrotóxicos. Outros motivos apontados são a má nutrição das abelhas, estresse por conta de atividades humanas, muita uniformidade genética, monoculturas agrícolas, entre outros.

O fato é que as abelhas estão ameaçadas. Consequentemente, a alimentação humana e a agricultura também.

O vídeo abaixo, com legendas em português, explica um pouco mais o assunto:

Além disso, algumas estão entrando em extinção. Recentemente, sete abelhas delas entraram na lista de risco de extinção nos Estados Unidos. São elas: Hylaeus anthracinus, Hylaeus longiceps, Hylaeus assimulans, Hylaeus facilis, Hylaeus hilaris, Hylaeus kuakea, e Hylaeus manaSegundo o US Fish and Wildlife Service (FWS), um órgão ambiental estadunidense, essas espécies todas são do Havaí.

No Brasil, abelhas também são ameaçadas por pesticidas

Não há números precisos sobre a mortandade de abelhas no Brasil. Mas, um estudo da ONG Colmeia Viva, em parceria com a UFSCar e com a Unes, mostra que, ao menos no estado de São Paulo, elas estão morrendo após ter contato com agrotóxicos.

Entre agosto de 2014 e junho de 2015, os pesquisadores analisaram abelhas que haviam morrido há 24 horas ou que estavam prestes a falecer. Concluíram que 70,8% delas estiveram em contato com agrotóxicos. As abelhas eram da espécie Apis melífera (a mais comum no Brasil). Foram analisadas 1.742 colmeias — 62,5% estavam dentro da mata e 37,5% nos limites da lavoura.

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O relatório diz que, em  todos os casos analisados em que as abelhas tiveram contato com o agrotóxico  se relacionavam à morte. Os resultados descobertos pela iniciativa darão origem a um Plano de Ação Nacional, com boas práticas de uso para defensivos agrícolas. A ideia é promover uma relação melhor entre agricultura e apicultura.

Pesquisadores tentam criar abelhas robóticas

Por mais absurda que a ideia possa parecer, pesquisadores de Harvard consideram usar abelhas robóticas caso a situação se torne complicada demais.

O projeto, batizado de RoboBees consiste, basicamente, em pequenos drones, que imitam abelhas em podem ser usados para polinização. Os pesquisadores já conseguiram fazer elas voarem e nadarem. Veja no vídeo abaixo:

No entanto, eles reconhecem que essa não seria uma medida real. Estimam que levaria no mínimo 20 anos para o robô realmente ser usado em polinização. Além disso, a medida não se sustentaria no longo termo, seria apenas uma saída emergencial para estancar o problema por um tempo.

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