Alemanha paga seus moradores usarem a rede elétrica
Energia sustentável faz pessoas lucrarem.
Foto: Istock/Getty Images
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Energia sustentável da Alemanha faz pessoas lucrarem com a eletricidade

Pedro Katchborian em 12 de maio de 2016

No último domingo (8), a energia sustentável atingiu um novo patamar. Um dia de sol e vento na Alemanha fez com que as energias eólica e solar, além da biomassa e das usinas hidrelétricas do país, produzissem 87% da energia consumida no dia. Segundo a Quartz, esses números no último ano foram de 33%.

A distribuição vinda dessas plantas foi tanta que o preço da eletricidade ficou negativo para consumidores comerciais por algumas horas. Ou seja, parte da população foi paga para usar energia por um breve período de tempo.

A ressalva é que o processo de desligamento da energia nuclear e de carvão mineral ainda é muito lento, o que fez com que essas usinas tivessem que pagar a rede elétrica para que a eletricidade gerada fosse consumida.

A energia sustentável vai dominar o planeta?

 

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Enquanto há quem diga que as fontes renováveis não conseguem suportar o fornecimento por muito tempo, visto que o vento e sol sempre variam, o país europeu ignora qualquer tipo de crítica e tem como missão chegar a 100% de energia limpa até 2050.

Aliás, os alemães não são os únicos que atingiram níveis exemplares de energia renovável. Na Dinamarca, por exemplo, as hélices da energia eólica chegam a produzir mais eletricidade do que o país consome, exportando esse excesso para Alemanha, Noruega e Suécia.

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Segundo um relatório apresentado pela EIA (Energy Information Administration), apresentado nesta quarta-feira (11), o consumo de energia de fontes renováveis vai crescer 2,6% por ano até 2040.

De qualquer forma, o relato diz que, apesar do crescimento, em 2040 os combustíveis fósseis ainda terão o maior papel na distribuição de eletricidade no mundo — 75%, comparado a 82% em 2012.

Outro ponto importante do relatório da EIA foi em relação aos países em desenvolvimento. China e Índia, por exemplo, estão entre as nações com o maior crescimento em potencial no período analisado.

E no Brasil?

Já no Brasil, considerado um país com recursos para se tornar líder no assunto, ainda há muito o que ser feito.

Um outro estudo, apresentado pela Agência Internacional para as Energias Renováveis, mostrou que o Brasil investe em algumas áreas e peca em outras.

O país é o 10º na energia eólica, mas em relação a energia solar, os números são decepcionantes. Como o país fica em uma região com muito sol, a captação ficaria extremamente facilitada. O potencial de geração de energia de painéis solares domésticos, estimado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), é bastante alto.

Apesar disso, em 2015 o Brasil produziu apenas 21W — não 21W mil, só 21W — números piores que Chile, Peru, Uruguai e até Guiana Francesa, considerando apenas os países latinos.

A meta do governo, chamada de INDC (Intended Nationally Determined Contributions), é chegar em 23% de energias sustentáveis até 2030.

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