Quais os países com áreas mais e menos protegidas
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Nova Caledônia Foto: Istock/Getty Images
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Quais os países com áreas mais e menos protegidas

Kaluan Bernardo em 10 de janeiro de 2017

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Proteger áreas marinhas e terrestres é uma das formas mais eficientes e importantes de manter a biodiversidade do planeta. Apesar disso, apenas uma pequena parcela do planeta é de áreas protegidas: 14,8%, segundo o Banco Mundial. A boa notícia é que o número é muito maior do que em 1990, quando era 8,2%.

O levantamento do Banco Mundial leva em consideração dados e pesquisas do planeta inteiro até 2014. No mapa abaixo, você pode conferir o quanto cada país tem, proporcionalmente, de áreas terrestres protegidas.

O local proporcionalmente com mais áreas protegidas terrestres é a Nova Caledônia, um arquipélago da Oceania, situado na Melanésia, que foi anexado à França. Lá, 54,3% do território é protegido. Na sequência vem a Venezuela, que apesar de suas crises, protege 53,9% de sua área. A lista continua com Eslovênia (53,6%), Mônaco (53,4%), Butão (47,3%), Ilhas Turcos e Caicos (44,4%), Liechtenstein (44,3%), Brunei (44,1%), Seicheles (42,1%) e Hong Kong (31,7%).

O Brasil, com 28,4% de sua área protegida, aparece em 34º lugar — acima da média global de 14,8% e da média latina e caribenha, de 23,3%. Entre os piores países do ranking, estão Macao (0%), Nauru (0%), São Tomé e Príncipe (0%), San Marino (0%), Barbados (0,2%), Turquia (0,2%), Líbia (0,3%), Haiti (0,3%), Iraque (0,4%) e Afeganistão (0,5%).

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É válido notar que os índices dizem apenas sobre a proporção de áreas protegidas, que é uma das mais importante políticas de preservação de biodiversidade, mas não a única. Há diversos outros indicadores, como índices de poluição, uso de energia renovável e preservação independente de proteção que também mostram quão preocupado o país é com o meio ambiente.

Qual a importância de áreas protegidas

No Congresso Mundial da Conservação, organizado pela União Internacional para a Conservação da Natureza, foi publicado um relatório que explica a importância de proteger áreas marítimas e terrenas. “Áreas protegidas são cruciais para a manutenção de um ambiente saudável para pessoas e a natureza. Eles são essenciais para a conservação da biodiversidade e vitais para culturas e estilos de vida de pessoas indígenas e comunidades locais. Além disso, elas oferecem ar e água limpos, trazendo benefícios para milhões de pessoas por meio do turismo, além de oferecer proteção contra as mudanças climáticas e desastres naturais”, ressalta o documento.

A publicação destaca ainda que nos últimos anos foram feitas melhorias consideráveis na extensão de áreas protegidas, o que representa um “crescente reconhecimento do valor da proteção como forma de proteger a natureza e seus recursos culturais, além de mitigar os impactos humanos na biodiversidade”.

O documento segue dizendo que é importante reconhecer os esforços políticos dos governos que trouxeram essas melhorias e precisam continuar, cumprindo programas como o Plano Estratégico para Biodiversidade 2011-2020, assim como as 20 Metas de Aichi para a biodiversidade — parcerias globais firmadas para garantir que continuaremos a preservar, cada vez mais, o planeta.

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