Buraco na camada de ozônio está curando; como chegamos até aqui?
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Buraco na camada de ozônio está curando; como chegamos até aqui?

Kaluan Bernardo em 29 de julho de 2016

Cientistas dos Estados Unidos e do Reino Unido publicaram estudo na revista Science afirmando que o buraco na camada de ozônio está diminuindo. Os pesquisadores estimam que o buraco sobre a Antártida já tenha reduzido aproximadamente 4 milhões de quilômetros quadrados — área aproximadamente do tamanho da Índia.

Uma das maiores preocupações ambientais dos últimos anos, o buraco atingiu tamanho recorde em 2015. Agora, em 2016, ele dá sinais de redução.

“É uma grande surpresa”, disse Susan Solomon, química atmosférica no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e principal autora do estudo, em entrevista à revista científica. “Eu não achei que isso iria acontecer tão cedo”, acrescentou. “Agora, podemos estar confiantes de que as coisas que fizemos colocaram o planeta no caminho para a recuperação”, completou.

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É a primeira vez que um estudo mostra isso, 29 anos depois Protocolo de Montreal, que visava eliminar progressivamente a emissão de poluentes como o clorofluorcarboneto, mais conhecido como CFC, responsáveis por danos na camada de ozônio.

O CFC era muito encontrado em produtos aerossol e de refrigeração. Hoje eles estão proibidos na maioria dos lugares. No entanto, os gases ficam na atmosfera por aproximadamente 50 anos — o que significa que continuam por lá e, provavelmente, o buraco só poderá realmente ser considerado cicatrizado entre 2050 e 2060.

O Protocolo de Montreal e o buraco na camada de ozônio

Em 1987, líderes de diferentes países assinaram o Protocolo de Montreal, considerado um dos casos mais bem sucedidos de cooperação mundial. O intuito do acordo era reduzir o buraco na camada de ozônio banindo o uso de produtos com CFC.

A camada de ozônio nos protege de efeitos nocivos dos raios ultravioletas. O buraco permite que os raios tragam sérios problemas de saúde para plantas, animais e humanos. A Organização das Nações Unidas, a ONU, estima que mais de dois milhões de casos de câncer de pele poderiam ser evitados todos os anos caso não existissem os gases CFC.

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O tamanho do buraco na camada de ozônio muda de ano para ano e é influenciado por questões meteorológicas e atividades vulcânicas também. Apesar de em 2015 ele ter alcançado tamanho recorde, cientistas acreditam que desde os anos 2000 ele estava relativamente estável. O aumento no último ano se deve a erupção do vulcão Calbuco, no Chile.

Os estudos da equipe de Susan mostram que a redução do buraco em 2016 está dentro do esperado pelos modelos matemáticos. Ainda assim, é motivo para se comemorar, principalmente graças ao fato de termos reduzido a emissão de gases CFC. “É uma história notável. Nos dá esperança e mostra que não precisamos ter medo de enfrentarmos problemas ambientais”, diz a pesquisadora ao site da National Geographic.

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