Como a Alemanha quer acabar com os carros a combustão até 2030
carros a combustão
Foto: Istock/Getty Images
Sustentabilidade > Na Rua

Como a Alemanha quer acabar com os carros a combustão até 2030

Kaluan Bernardo em 23 de outubro de 2016

A Alemanha, uma das maiores potências automotivas do mundo, quer acabar com carros movidos a combustão até 2030. Os veículos poderão ser elétricos, movidos a hidrogênio ou a outras fontes de energia, desde que não emitam poluentes.

A medida é parte do plano do país para reduzir em até 95% as emissões de dióxidos de carbono até 2050 – um compromisso assinado na COP 21.

Foto: Istock/Getty Images

Foto: Istock/Getty Images

O plano foi proposto pelo Bundersat, o conselho federal alemão, e ainda precisa ser aprovado pelos outros 16 estados do país. Ele não tem efeito legislativo antes de ser aprovado pela União Europeia, mas é comum que regulações alemãs sejam aprovadas pelo bloco.

Uma das formas que eles consideram para desincentivar os carros a combustão é aumentando o imposto deles. Países como Índia, Noruega e Holanda têm propostas semelhantes, mas na Alemanha ela se torna mais significativa.

Por que a Alemanha é tão importante para a mudança nos carros

Ironicamente, os carros a combustão foram criados justamente por um alemão, Nikolaus Otto. O país é a casa de algumas das maiores montadoras, como Volkswagen, Mercedes-Benz, Porsche, BMW e Audi. Boa parte de sua economia é movida pelo setor automobilístico.

Apesar da proposta de mudança, a Alemanha é um país um tanto dependente dos veículos a diesel – conhecido como um dos combustíveis mais caros, mas também mais eficientes do mundo.

Lá, mais de 50% dos veículos rodam a diesel. No entanto, durante o mês de agosto, por exemplo, as vendas do combustível chegaram a cair 5% no país. Na mesma época, a Volkswagen se envolveu em um escândalo por utilizar software com o objetivo de adulterar o resultado em testes de emissão de poluentes.

LEIA MAIS
Carros elétricos poderiam substituir cerca de 90% dos veículos dos EUA

O jornal The Independent ressalta ainda que a mudança para os carros elétricos também pode ameaçar a cadeia produtiva alemã. Produzir um veículo elétrico exige apenas 10% da força de trabalho necessária para criar um convencional.

Carros elétricos ganham força

Algumas das montadoras alemãs parecem estar investindo bastante em veículos elétricos. Na Paris Motor Show de 2016, a Mercedes apresentou um SUV elétrico. Harald Krueger, presidente da BMW, afirmou que a empresa irá, sistematicamente, criar versões elétricas para todos os modelos, começando pelo Mini-E e pelo X3.

Segundo a revista Wired, as empresas estão “comprando tempo” para decidirem se entrarão de verdade na produção de veículos elétricos. “Há uma bifurcação na estrada. Os fabricantes estão fazendo uma pausa para ter certeza que escolheram o caminho certo”, diz Mary Gustanski, vice-presidente de engenharia da Delphi, uma fornecedora de peças elétricas, à revista Wired.

É necessário ainda ressaltar o sucesso que empresas como a Tesla, de Elon Musk, têm com carros elétricos. Mais de 370 mil pessoas pagaram US$ 1 mil para reservar o modelo S e X, que sequer foram lançados. Para efeito de comparação, em 2015 na Europa, a Volkswagen vendeu 533 mil unidades do Golf, o carro mais popular do mundo.

Gostou deste post? Que tal compartilhar:
Últimos
Trend Tags
Array ( [0] => 76 [1] => 222 [2] => 237 [3] => 115 [4] => 17 [5] => 238 [6] => 92 [7] => 125 [8] => 173 [9] => 16 [10] => 276 [11] => 25 [12] => 66 [13] => 67 [14] => 157 [15] => 62 [16] => 153 [17] => 127 [18] => 12 [19] => 19 [20] => 187 [21] => 69 [22] => 154 [23] => 175 )
Vídeos
Copyright © 2016 Free the Essence