China quer reduzir consumo de carne pela metade. Qual o impacto?
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Foto: Istock/Getty Images
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China quer reduzir consumo de carne pela metade, mas qual o impacto disso?

Kaluan Bernardo em 10 de setembro de 2016

A China quer reduzir pela metade seu consumo de carne. A campanha “Menos Carne, menos calor, mais vida” é organizada pela Sociedade Chinesa de Nutrição e tem como objetivo melhorar as condições de saúde pública e do meio ambiente.

A campanha conta com o apoio de diversas celebridades, como Arnold Schwarzenegger, que há tempos faz campanhas para as pessoas comerem menos carnes, e James Cameron, que é vegano. Veja no vídeo abaixo (em inglês) eles apoiando a campanha:

O problema é saber se a campanha terá aderência o suficiente para reduzir o consumo na China. Enquanto o Ministério da Saúde deles recomenda consumir apenas 75 gramas diárias de carne, cada chinês come mais de 300 gramas de carne vermelha, aves e peixes por dia, o que dá cerca de 63 quilos só de carne vermelha anualmente.

Se nada mudar, até 2030, eles deverão comer 93 quilos em média. As novas recomendações sugerem que a média fique apenas entre 14 quilos e 27 quilos. Segundo estudo “To Do Today“, da ONG WildAid, que visa incentivar a redução do consumo na China, o país consome 28% da carne do mundo e 50% da de porco. Veja no gráfico abaixo quantas milhares de toneladas cada país consome de carne por ano e como deverá chegar até 2030:

Consumo de carne no mundo

Consumo de carne no mundo

Os impactos da redução de carne na China

Se o 1,3 bilhão de chineses seguissem as recomendações, as emissões de gases de efeito estufa na China poderiam cair de 1,8 bilhão para 1 bilhão anuais em 2030. Isso é bastante, se considerarmos que 14,5% das emissões de gases poluentes são emitidos pela pecuária. O número é maior do que o gerado pelo setor de transportes, por exemplo.

Por outro lado, se a China continuar a consumir mais carne, como as pesquisas prevem, deverá emitir 233 milhões de toneladas até lá. Se continuarmos nesse ritmo, até 2050 florestas do tamanho de toda a Índia deverão ser desmatadas para agricultura e pecuária. Ainda de acordo com o estudo, se o mundo conseguir reduzir 1 bilhão por ano as toneladas de gases poluentes, até 2030 poderemos cumprir o Tratado de Paris e evitar que o mundo aqueça mais de 2º C.

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Menos mortes com uma dieta vegana

Estudo recente, publicado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostra que, caso o mundo todo adotasse uma dieta vegana (não comendo nada de origem animal), até 2050 cerca de 8 milhões de pessoas deixariam de morrer, emitiríamos dois terços a menos de gases poluentes e economizaríamos US$ 1,4 trilhão por ano.

Caso apenas retirássemos a carne das mesas, mais de 51% das mortes seriam adiadas. Além disso, caso consumíssemos apenas mais frutas e mais vegetais, ao menos 24% de vidas seriam poupadas. Veja esses e outros dados em nosso infográfico:

Infográfico sobre o veganismmo

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