Cidade do México inaugura ambicioso projeto de jardim vertical
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Foto: Divulgação
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Cidade do México inaugura ambicioso projeto de jardim vertical

Kaluan Bernardo em 5 de agosto de 2016

A Cidade do México inaugurou um dos mais ambiciosos projetos de jardim vertical do mundo. No dia 12 de julho o governo local, em parceria com uma empresa, a ViaVerde, inaugurou a primeira fase de um plano para cobrir de verde 1.038 colunas que sustentam um elevado, o Periférico, na capital.

Serão mais de 60 mil metros quadrados em área verde espalhados por 27 quilômetros de extensão no que a empresa vende como “o maior projeto de naturação urbana do mundo”. O conceito se baseia em ampliar a área verde em corredores conectados que reduzem a temperatura, enriquecem a diversidade ecológica em meio ao concreto e filtram o ar.

jardim vertical

Foto: Divulgação

Ao todo, o projeto promete filtrar mais de 27 toneladas de gases, processar mais de dez toneladas de metais pesados como chumbo, cádmio e cobre e, assim, melhorar o oxigênio para 25 mil pessoas.

Eles têm um sistema de rega automática por gotejamento. A água é captada da chuva que cai no elevado. As plantas usadas são de alta resistência e baixo consumo de água — apropriadas para o cenário urbano.

Custos do jardim vertical envolvem polêmicas

O custo é proporcional aos números. A instalação dos jardins verticais deverá custar aproximadamente 300 milhões de pesos mexicanos (cerca de R$ 52 milhões) e terá um custo mensal para manutenção de 23 milhões de pesos mexicanos (aproximadamente R$ 400 mil).

A ViaVerde pretende manter tudo isso com dinheiro da iniciativa privada. Eles conseguiram autorização do governo mexicano para fazer com que 10% do espaço tenha propaganda e, com isso, paguem a instalação e manutenção dos jardins.

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A opção foi validada por uma enquete feita na internet, na qual 2.400 pessoas responderam. Haviam três opções: que os cidadãos custeassem tudo em um fundo facilitado pelo governo (6,34% escolheram); fazer com que a conta fosse paga pelo governo com dinheiro dos impostos (38,5% concordaram); que fosse custeado pela inciativa privada, e em troca fosse oferecido 10% do espaço para publicidade (47% votaram nessa).

No entanto, apesar da vontade da maioria ter sido atendida, surgiram diversas críticas na internet. Segundo Mara Gama, colunista do jornal Folha de S.Paulo, acusaram o projeto de ser uma maquiagem para um governo pouco preocupado com o meio ambiente, sem visão urbanística e campeão de desmatamento. Segundo os críticos, o investimento das colunas poderia ser melhor aplicado plantando árvores em áreas degradadas.

Os criadores da empresa se defendem afirmando que o projeto recupera o benefício ambiental junto com a imagem urbana e não é uma escolha entre fazer um jardim vertical ou plantar árvores, mas melhorar algo que já existe — afinal, o elevado já está na cidade.

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