Como a África pode se tornar o maior polo de energia limpa
como a africa pode se tornar o maior polo de energia limpa do mundo
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Como a África pode se tornar o maior polo de energia limpa do mundo

Kaluan Bernardo em 8 de junho de 2016

O continente africano pretende se tornar líder mundial de energia limpa nos próximos 15 anos. Um dos principais combustíveis para a corrida na África é a necessidade.

Em vários países do continente é comum acontecerem apagões e limitações elétricas. Determinadas regiões da África pagam caríssimo por acesso a eletricidade e muitas casas ainda funcionam com velas. Em 2012, a média de consumo de eletricidade no local foi de 600 kWh — menos de 20% da média global, que foi de 3.064 kWh.

A África subsaariana é uma das regiões mais ameaçadas pela falta de eletricidade. Se nada for feito, a expectativa é que, até 2030, mais de dois terços da população não tenha acesso a energia. Por isso tudo, a Agência Internacional de Energia considera o continente como o “epicentro do desafio global para superar a escassez energética”.

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Como a África quer mudar a situação energética

No entanto, mais do que necessidade, a região tem capacidade para liderar o setor de energia limpa no mundo. É o que demonstra um estudo publicado pela Intelligence Unit, braço de pesquisas da revista Economist. Baixe aqui o PDF.

“A África é cheia de recursos — do poder geotérmico no Quênia e na Etiópia às hidrelétricas na Zâmbia e na República Democrática do Congo. Energia solar e eólica são especialmente promissoras graças à queda dos custos e abundância de recursos”, diz o estudo.

A União Africana criou um programa chamado Iniciativa Africana de Energia Renovável (Arei, na sigla em inglês) que pretende fazer com que, até 2030, o continente possa entregar 300 GW de energia hidrelétrica, solar, geotérmica e, principalmente, solar. O custo será de mais de US$ 500 bilhões.

Além dos investimentos públicos, há diversos empreendedores que trabalham para poder mudar a situação. A Powerhive, por exemplo, tem pequenas redes de distribuição de energia solar. A eletricidade é vendida de forma pré-paga e por celulares.

Os desafios pelo caminho da África

O caminho para reverter o cenário, no entanto, será longo. Hoje, 49% da geração de energia na África subsaariana é gerada por carvão — uma das fontes energéticas mais poluentes que existem. Outros 16% vêm de gases naturais e 8% de óleo diesel. Por enquanto, apenas 4,1% vem de energias limpas.

Mais do que conseguir entregar a energia que a população precisa, a iniciativa ajudará mais de 600 milhões de pessoas a viverem em um ambiente mais limpo. Muitas das cozinhas africanas que não contam com eletricidade ainda funcionam à base de lenha, diesel ou querosene — emitindo ainda mais poluentes no ar.

Akinwumi Adesina, presidente do Banco de Desenvolvimento Africano, disse na conferência climática COP21:

A África é o continente que mais sofre com o aumento de temperaturas e as secas se tornaram mais comuns e mais intensas que antes. A África precisa de dinheiro para se adaptar.

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