Empresa do mesmo grupo da Google quer acabar com os mosquitos
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Empresa do mesmo grupo da Google quer acabar com os mosquitos

Kaluan Bernardo em 23 de outubro de 2016

O mosquito é o animal que mais mata gente no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, são 725 mil vítimas deixadas pelos mais diferentes mosquitos todos os anos.

São diversas as doenças que eles carregam e espalham, como a zika, a dengue, a febre amarela e, a principal delas, a malária (só essa deixa 600 mil vítimas por ano). E é por isso que a Alphabet, conglomerado dono do Google, está investindo em tecnologias para deixar os insetos menos letais.

A iniciativa é de uma empresa chamada Verily, controlada pela Alphabet. Eles têm um projeto chamado “Debug Project” cujo objetivo é utilizar a “Técnica do Inseto Estéril” para diminuir a população de mosquitos perigosos, como o Aedes aegypti.

A técnica, criada na década de 1950, consiste basicamente em lançar mosquitos machos e inférteis no ambiente. Eles cruzam com as fêmeas, mas os ovos morrem precocemente porque os machos carregam uma bactéria especial chamada Wolbachia.

A vantagem da técnica é que os mosquitos machos sabem onde encontrar as fêmeas. Todo o processo acontece naturalmente. É uma forma menos danosa do que os pesticidas e mais eficiente do que procurar por focos de água parada, que nem sempre são encontrados. A Verily explica um pouco mais no vídeo abaixo, com legendas em português.

Os desafios da proposta de eliminar os mosquitos

Se a técnica existe desde 1950, por que ainda não conseguimos eliminar tantos mosquitos? Porque a técnica é complexa e lenta. O que a Verily quer fazer, com a ajuda da Alphabet, é utilizar a tecnologia para tornar o processo em algo mais efetivo.

A Verily está desenvolvendo máquinas para criar os mosquitos de forma rápida. Eles não dão detalhes sobre o funcionamento, mas dizem que é literalmente uma fábrica de mosquitos inférteis.

Além disso, a empresa diz que está usando sensores, inteligência artificial e big data para conseguir separar os mosquitos machos e fêmeas rapidamente, sem correr o risco de lançar fêmeas e aumentar ainda mais as doenças.

Feita a criação e a separação de machos inférteis, eles pretendem lança-los no meio ambiente. “Soltar o número certo de bons insetos nos lugares certos é crucial, então estamos desenvolvendo softwares e ferramentas de monitoramento para guiar cada lançamento. E como os mosquitos machos não picam, pessoas nesses lugares não serão mais picadas do que o normal”, garante a Verily em seu site.

Linus Upson, um dos executivos à frente do projeto diz que a tecnologia ainda não é perfeita, mas avança a passos largos. “Ainda estamos na fase de protótipo, mas podemos alcançar um alto nível de eficácia”, declarou à revista Fast Company.

A empresa diz que contratou “excelentes mentes da academia”, incluindo entomologista. Questionados quantos foram contratados, Linus respondeu à Fast Company: “vamos dizer apenas que estamos fazendo um investimento significativo”.

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