Conheça 3 estradas solares que prometem mudar a energia renovável
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Solar Roadways Foto: Divulgação
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Conheça 3 estradas solares que prometem mudar a energia renovável

Kaluan Bernardo em 22 de dezembro de 2016

A energia do futuro poderá ser gerada no solo. Pelo menos é o que alguns engenheiros e inventores estão propondo com diversos modelos de estradas e ciclovias solares. A ideia é revestir o solo com placas fotovoltaicas para criar trechos ultratecnológicos, capazes de gerar energia elétrica e ainda derreter neve, promover sinalizações inteligentes etc.

Não estamos falando de tecnologias distantes, conceitos ou apenas ideias malucas. Mas sim de projetos que já estão sendo preparados ao redor do mundo e podem apontar para novos caminhos para a geração de energia renovável.

Entre os projetos pilotos, destacam-se uma rodovia nos Estados Unidos, uma ciclovia na Holanda e uma rodovia na França. Veja como funcionam e que caminhos apontam esses projetos.

Solar Roadways — Estados Unidos

Provavelmente a mais ambiciosa dessa lista. A ideia é pavimentar qualquer tipo de solo com placas fotovoltaicas protegidas por um vidro ultra resistente. Os painéis, além de transformarem energia solar em elétrica, contam com uma série de recursos avançados.

As placas são equipadas com LEDs, que podem funcionar para, por exemplo, sinalizar a estrada. Mas também pode ser personalizado para criar displays diferentes e criar uma quadra de futebol ou de basquete apenas com as luzes.

O sistema também é sensível ao toque e pode mostrar, por exemplo, quando houver animais na pista — o motorista saberá muito antes porque uma mensagem personalizada aparecerá no chão avisando-o para desacelerar.

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Outra possibilidade, muito útil em países frios, é que as placas podem se aquecer e derreterem a neve, evitando que milhões sejam gastos com escavadeiras para tirar o gelo.

A empresa Solar Roadways foi fundada em 2006. O projeto está em desenvolvimento desde 2011, quando recebeu investimento de US$ 750 mil do Departamento de Transporte dos Estados Unidos. Em 2014, lançaram uma campanha de crowdfunding no Indiegogo e arrecadaram mais US$ 2,2 milhões.

O projeto, no entanto, sempre enfrentou duras críticas que o colocavam como inviável. O mais óbvio deles é o custo. Pavimentar todas as ruas e rodovias dos Estados Unidos com a tecnologia custaria US$ 56 trilhões — hoje o custo deve ser menor uma vez que o preço das placas está caindo. Além disso, há os custos de manutenção.

Apesar das críticas, eles conseguiram bastante apoio financeiro. Agora, fazem parte do programa “Road of Tomorrow” (“Estradas do Amanhã”, em português) e poderão rodar um pequeno teste no estado de Idaho. A tecnologia será testada apenas na entrada da Rota 66. Se for bem sucedida, começará a rodar outros pilotos.

Wattaway — França

A França também começou a testar, ainda nesse ano, um sistema de placas fotovoltaicas nos chão. A empresa Wattaway, do grupo Colas, está criando uma estrada solar de um quilômetro de extensão. Estima-se que serão 2.800 metros quadrados de instalações.

Espera-se que a estrutura chegue a gerar 17,963 kWh de energia por dia, suficiente para abastecer a iluminação pública de uma pequena cidade, com 5 mil habitantes, durante um ano. No caso, a energia gerada será entregue diretamente às redes de transmissão locais para que a população possa usufruir.

Eles ainda farão 100 pequenos testes em lugares diferentes do planeta para ver como a tecnologia se adapta a diferentes condições climáticas. Caso os testes sejam bem sucedidos, o governo francês espera instalar 1.000 quilômetros de estradas solares pela mesma empresa.

SolaRoad — Holanda

A Holanda criou uma ciclovia feita com pavimentação para energia solar. E ela já está funcionando e produzindo mais energia do que o esperado. O projeto, desenvolvido pela empresa SolaRoad tem apenas 70 metros de extensão e é capaz de gerar 70 kWh.

O investimento para o projeto foi de US$ 3,75 milhões e a expectativa é que a energia gerada ajude ele a se pagar em 15 anos.

Um dos principais argumentos dos responsáveis pelo projeto é que, em um futuro próximo, os telhados estarão saturados de placas fotovoltaicas e então maneiras alternativas de produzir energia solar serão mais valorizadas.

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