Como o fast fashion está destruindo o mundo
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Foto: Istock/Getty Images
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Como o fast fashion está destruindo o mundo

Camila Luz em 27 de junho de 2016

Comprar menos roupas é uma forma de preservar o meio ambiente. O fast fashion, modelo adotado por grandes marcas, prioriza produção e consumo em larga escala. Ao adotar esse padrão, a indústria têxtil desperdiça água, contamina o solo, polui o ar e explora mão-de-obra.

Adotar práticas sustentáveis em nosso cotidiano pode ser fácil: é quando compramos uma bike, tomamos banhos mais curtos e consumimos mais alimentos orgânicos. Essas atitudes conscientes são tão indispensáveis ao futuro sustentável do planeta quanto adquirir menos roupas, acredite.

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Antes que uma calça jeans chegue ao nosso armário, ela percorre um longo caminho. Para produzir uma única peça, milhares de litros de água são gastos. Corantes utilizados no processo de tingimento costumam ser descartados em rios e riachos, poluindo-os. Na China, onde a indústria têxtil é forte, as águas costumam ficar da cor da estação. Se o vermelho está na moda, essa será a cor dos locais de descarte, por exemplo.

Esses corantes ainda podem conter toxinas que fazem mal à saúde. A poluição da água causa 75% das doenças na China e 100 mil mortes todos os anos.

Grandes marcas de fast fashion podem utilizar mão-de-obra barata ou trabalho escravo, explorando quem não tem outra alternativa de vida. Pagar pouco (ou quase nada) é uma forma de produzir roupas baratas, para que consumidores comprem ainda mais.

Muitas vezes, trabalhadores acabam pagando o preço com a própria vida. Em Bangladesh, o desabamento de uma fábrica em 2013 matou mais de mil pessoas e deixou cerca de 2.500 feridas.  O prédio estava em condições precárias e rachando na véspera do acidente. Mas funcionários precisaram continuar trabalhando para garantir que encomendas fossem entregues.

Ou seja, aquela calça jeans que causou tanta destruição pode ser a mesma que fica esquecida no seu armário, sem uso. Em palestra  no Festival Path, Mariana Pelliciari contou que cerca de 30% das roupas que possuímos não são utilizadas. Isso equivale a 24 bilhões de peças desperdiças no mundo todos os anos.

A publicitária é fundadora do Roupa Livre, projeto que pretende repensar a forma como consumimos moda. Mariana acredita que não precisamos de mais roupas, e sim de um novo olhar.

Veja alguns números do fast fashion:

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