Thais Moura e o exercício ao ar livre como intervenção urbana
12901524_10206573899646450_3590507234156395187_o Thais Moura escapadas urbanas
Foto: Vanessa Bumbeers
Sustentabilidade > Na Rua

Thais Moura: intervenções urbanas a partir do movimento

Diana Assennato em 21 de abril de 2016

Thais Moura é educadora física, tem 32 anos e há mais de 10 trabalha para ajudar pessoas a adquirir um estilo de vida ativo que envolva fazer exercício ao ar livre. Personal trainer não é o termo que melhor a descreve: não se trata de um serviço para emagrecer, fortalecer aqui ou ali ou se preparar para um vestido de noiva.

O seu método é simples: ela quer fazer você amar o movimento. Para sempre. “Na hora em que esse aluno não estiver mais comigo, ele ainda terá algo que é só dele”, diz.

Sua metodologia mistura um pouco de pilates, ginástica funcional, ioga e até brincadeiras infantis. “Me importo mais com a graduação do exercício em volume e intensidade do que com um tipo de técnica específica”, afirma. De fato: não dá para chamar de “treino” quando a aula termina em pega-pega.

Para ela o que importa é o bem-estar do seu aluno, o ritmo do seu corpo e a sua vontade de estar ali. Por isso ela bate na tecla da sustentabilidade da prática (e nos seus efeitos a longo prazo): mais importante do que o exercício é o próprio movimento.

 

Um vídeo publicado por Thais Moura (@thmoura) em

 

“Escolha uma posição confortável para observar o que acontece com você depois dessa mudança e veja o que há à disposição: dá para progredir tranquilo e colecionar sucessos com significado”, diz.

A cidade como aliada do exercício ao ar livre

Thais atende alunos particulares e turmas coletivas de até 8 pessoas em São Paulo, e as aulas são quase todas de exercício ao ar livre. Parques, praças, quintais, garagens, varandas, parklets e vielas: São Paulo é a sua academia e o mobiliário urbano o seu equipamento. Quer tentar? Ela aconselha: “primeiro, foque na prática. Quer mesmo fazer isso? Legal. Agora pense no que a tornará possível: um equipamento, uma aula, um amigo. Ok, pode ir. O resto é tão incerto que não precisa nem se preocupar”.

Thais foi a primeira personagem na série de videos Oásis Possíveis.

No começo, ela só queria aproveitar da melhor maneira possível os espaços que São Paulo oferecia, mas aos poucos percebeu que a sua prática urbana a ajudava a ampliar os horizontes de convivência de seus próprios alunos.

mulher correndo no minhocão

foto: reprodução/Instagram

Quando eu levo um aluno pra rua, a primeira reação é sempre de descoberta. ‘Eu nunca pensei que pudesse chegar nesse lugar e usá-lo dessa forma’. Descobri com o tempo que estar exposto é importante para se fazer sensível. É diferente se alongar sabendo que você vai olhar para o céu.

A bicicleta como agente de transformação

Natural de Indaiatuba, interior de São Paulo, Thais se acostumou desde cedo a usar a bicicleta como meio de transporte e como exercício ao ar livre.

Hoje ela mora em São Paulo há 4 anos, tem alunos espalhados pela cidade toda e chega a rodar 30 quilômetros por dia em cima da sua bicicleta laranja. Ela diz que os trajetos mais longos a ajudam a conhecer melhor “o rolê” e a se inspirar no seu tempo de deslocamento.

“Nem sempre dá para participar da mudança dos lugares que a gente gosta, mas estar neles e ocupá-los de uma outra forma já causa uma transformação.”

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